A portuguesa de 24 anos acusada de mandar matar uma bebé de seis meses, filha do ex-namorado, foi ontem presente ao tribunal da Cidade do Cabo para ouvir os detalhes da certidão de óbito. Dina Rodrigues, residente na Cidade do Cabo, é acusada de pagar a um grupo de quatro jovens desempregados para matar a filha do ex-namorado.
Os horríveis pormenores descritos no exame pericial conduzido por uma equipa de médicos indicam ter havido "força considerável" quando os assassinos esfaquearam a criança no pescoço.
Yolande van der Heyd, a responsável pelo exame pós-morte, descreveu ao tribunal como os atacantes da menina de seis meses tiveram que usar considerável força para a esfaquear no lado esquerdo do pescoço, tendo cobrido o corpo com uma almofada.
Van der Heyd testemunhou hoje perante os cinco acusados - Dina Rodrigues e Zanethemba Gwada, Mongezi Bobakyane, Shipo Mfazwe e um menor de 16 anos. A acusação indica que a portuguesa terá contactado este menor para assassinar a menina.
De acordo com outras testemunhas, os acusados foram à residência da mãe da bebé com o pretexto de fazerem uma entrega domicilária e quando esta entrou em casa para assinar o documento de recepção, terá sido ameaçada com uma arma de fogo.
Conseguiram ainda neutralizar a empregada doméstica enquanto dois dos acusados se dirigiram para o quarto da criança onde aesfaquearam.
Dina Rodrigues, que se considera inocente, ficou lavada em lágrimas ao ouvir os detalhes descritos pela acusação. A família da criança e a mãe da bebé abandonaram a sala do tribunal chocadas com os detalhes do homicídio.
O Ministério Público sul-africano acusa ainda Dina Rodrigues de intimidação por alegadamente ter enviado SMS ao seu ex-namorado e pai da criança, Neil Wilson, com ameaças.
A portuguesa Dina Rodrigues incorre na pena máxima de 25 anos por homicídio e mais cinco por intimidação, penas a serem cumpridas paralelamente.
António Ramos
