F oram 24 à mesa. Todos unidos na defesa do apelido que dizem ser-lhes caro porque motivo de orgulho Rubim. Todos são primos direitos. Todos têm traços no rosto que confirmam o mesmo sangue. A maioria mora no Porto, com vidas diferentes e idades que variam entre os 28 e os 58 anos. Ficaram mais próximos. Tão próximos que já marcaram novo encontro: para o ano, os Rubim estarão em Vila Praia de Âncora. "Seremos mais. Tenho a certeza", afirma Políbio, o primo que repetiu a ideia lançada pela avó Emília, há 31 anos, data da primeira reunião familiar.
Os primos Rubim são a geração que os 12 filhos de Emília e Belmiro Rubim puseram no Mundo eram 35, agora são 31, reuniram-se 29. Muitos são pais, alguns já avós. E contadas todas as cabeças (e as gerações que fecham nos trinetos) fala-se em 105 elementos da família.
Foi a avó Emília quem, em 1975 (faleceu quatro anos depois), conseguiu reunir a família no restaurante Casa Branca, em Lavadores, em Gaia. Ontem, Políbio repetiu a proeza, com um almoço num restaurante do Porto. Só com primos. "Para apalpar terreno e perceber vontades".
Orgulho
O entusiasmo de quem participou deu-lhe certeza de que as reuniões de família são para continuar. "E seremos mais, tantos que vamos ocupar um espaço gigante, disponibilizado por um dos primos", garantiu.
A alegria de "ter a família junta", embora haja quem viva em Lousada, Esposende, Viana do Castelo e Lisboa, tem uma explicação "Todos sentimos orgulho no apelido Rubim e dizem dados recolhidos que a família é originária de Amesterdão. Foi um casal de burgueses poderosos, Guilherme e Atida, que a trouxeram para Portugal, depois de serem expulsos da Holanda por uma nobreza que os odiava. Tal casal fixou-se, no século XVII, em Viana do Castelo. E aí há a Rua do Rubim, prova suficiente de que esta história bate certo", contou André Rubim, jornalista, o mais novo dos primos.
"É bom mostrar que o espírito de família existe quando os tempos afastam solidariedade.A ideia é bonita e deve ser acarinhada", considerou Marta, advogada, 37 anos, uma das poucas mulheres entre primos que agora se "dizem irmãos".
