Um mês depois do arranque do canal que substituiu o NTV, é possível verificar que o número de espectadores da emissão aumentou de uma forma global, embora tenha diminuído, na distribuição por regiões, no Grande Porto.
Durante o mês de Junho - o RTPN começou a 31 de Maio -, a MediaMonitor, do grupo Marktest, registou uma média diária de 3600 pessoas, enquanto em igual período do mês anterior se fixou em 3200. A maior descida numa divisão por zonas encontra-se na área de onde provém a maior parte da produção do canal: os 25.6% de audiência no Porto, respeitantes aos últimos 30 dias do NTV, deram agora lugar a 23.9% no RTPN.
Na comparação feita entre as semanas, é possível notar uma nítida curva descendente no Porto: os 32.8% de público dos últimos dias de Maio desceu para 19.8%, na última semana do mês (entre 21 e 27 de Junho). Curioso ainda é que Lisboa, a partir de onde é emitida a informação da tarde da RTPN, consegue levar a dianteira sobre aquela zona com mais três pontos percentuais (29%) e também na soma global do mês se nota meia décima a menos do que em Maio.
Longe vão os tempos em que o canal era visto quase maioritariamente na área do Porto. Há um ano, em Maio de 2003, 47.7% dos espectadores do NTV eram do Porto. Em igual período, a sua penetração na Grande Lisboa ficava-se pelos 14 pontos. Recorde-se que a RTP assumiu completamente a NTV em Agosto de 2002. Os resultados da RTPN traduzem agora uma maior subida na captação de público no Sul e no litoral norte, onde cresceu mais 1.7% e 1.4%, respectivamente, sobre os19.9% e os 7.5% de Maio.
Numa separação por classes sociais, o novo canal conseguiu conquistar espectadores junto dos segmentos mais altos, A e B. No mês de Maio, a NTV era seguida por 32.8% dos grupos mais abastados e com formação mais elevada - catalogados nas classes A e B - e agora a percentagem subiu para 41 pontos. As restantes categorias (C1, C2 e D) foram perdendo peso. As alterações de figurino na idade do público encontra oscilações no sentido descendente naqueles que têm mais de 45 anos, terreno que, em contrapartida, é conquistado pelos "targets" mais jovens.
