Aprimeira sociedade portuguesa de Segurança e Higiene Ocupacionais (SPOSHO) foi criada, recentemente, na Universidade do Minho. A estrutura vem, segundo um dos professores responsáveis, Pedro Arezes, colmatar um vazio: "Existe muita coisa em termos de segurança e higiene no trabalho, designadamente, em termos de qualificação e formação. Agora, em termos cientificas, há uma grande lacuna", que a sociedade quer minimizar.
A SPOSHO pretende, segundo Pedro Arezes, criar "um novo espaço de debate cientifico e organizar eventos e formação". "A nossa vocação é completamente diferente do que já existe, porque não pretendemos ser uma associação profissional, porque dessas já existem muitas. Somos e queremos continuar a ser uma sociedade cientifica, que nesta caso, é a primeira do país na área".
O professor da Universidade do Minho considera "ser urgente criar uma rede de universidades que estão a dar formação nesta área", para conjugar "esforços e desenvolver um trabalho cientifico mais rigoroso".
Um dos problemas que se colocam actualmente é "a pouca execução prática dos projectos desenvolvidos". Por isso, a SPOSHO quer levar para o seu seio "empresas que tenham depois acesso directo aos resultados e para que os possam por em prática".
Um dos projectos que está a ser desenvolvido pelo departamento de produção e sistemas é sobre ergonomia: "estamos a fazer o levantamento antropométrico da população portuguesa". No fundo é recolher informação sobre a dimensão física dos portugueses para que "a concepção dos postos de trabalho sejam adaptados à realidade da população portuguesa". Assim "iremos ter portugueses com menos problemas articulares, mais bem sentados, e mais bem adaptados aos seus instrumentos de trabalho", realçou ainda Pedro Arezes.
Em breve vão também ser conhecidos, os resultados de um estudo desenvolvido no sector têxtil que pretendia conhecer «as condições ambientais e físicas» dos trabalhadores. O estudo foi apoiado por instituições ligadas ao sector.
