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Ana Laíns canta uma "carta de amor" nos palcos

Ana Laíns canta uma "carta de amor" nos palcos

A cumprir 20 anos de carreira, fadista atua em quatro países.

Ana Laíns celebra duas décadas de música. A artista está de volta aos palcos com um conjunto de oito concertos em quatro países, passando por Alcanena, Zagreb, Vilnius, Vila Nova de Famalicão, Sever do Vouga (onde atua amanhã), Constância (7 de agosto), Lamego (dia 14) e Ibiza (dia 31).

Satisfeita com marco atingido, Ana Laíns diz que "celebrar 20 anos de carreira em Portugal sendo uma artista outsider, que é como eu me sinto, é um marco muito importante". O álbum "20 anos - Ana Laíns e convidados ao vivo no Casino Estoril", lançado em maio, "foi um presente que eu quis oferecer a mim mesma e de certa forma funciona como um estímulo para dar alguma força para lutar nos próximos 20 anos".

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O disco, gravado num concerto de celebração que esgotou o Salão Preto e Prata do Casino Estoril, em janeiro de 2020, foi editado em formato disco/livro que inclui o áudio completo do espetáculo, assim como registos fotográficos dessa noite. Luís Represas, Ivan Lins, Mafalda Arnauth e Fernando Pereira são alguns dos nomes que participaram na atuação.
"Quis que este projeto arrancasse no lugar onde tudo começou. O Casino Estoril foi o primeiro palco que pisei profissionalmente", conta a fadista, ao JN, a partir de Vilnius, capital da Ltuânia.

Sobre o conceito e significado deste projeto, Ana Laíns refere-se ao disco como "carta de amor que eu dedico a mim mesma. Foi necessária muito resiliência desde o início", começa por partilhar. "Sou uma cantora que está fora do mainstream, as minhas músicas não passam consecutivamente nas rádios e nem sempre tenho espaço na imprensa. As escolhas que tenho feito musicalmente e as mensagens que tenho tentado passar dificultam-me a vida nesse sentido. Isto é uma carta de amor a mim porque consegui. Já passaram 20 anos e continuo aqui."

Tal como toda a sua carreira, o álbum é igualmente uma "carta de amor" ao seu país. "É uma forma de mostrar aos portugueses e a Portugal o quanto sou apaixonada pela minha condição de portuguesa".

Há um mundo para fazer
Dedicado à promoção da língua e cultura tradicional portuguesas, o projeto tem ainda a particularidade de não esquecer a segunda língua oficial portuguesa. Em colaboração com a Associação de Língua Mirandesa, todas as canções de "20 anos - Ana Laíns e convidados ao vivo no Casino Estoril" foram traduzidas para este idioma. "Depois de gravar o disco, achei que era a única homenagem a Portugal que ainda me faltava fazer", declara a fadista. "A ideia surgiu já depois do álbum estar gravado, após um encontro cultural em Braga que se chama Convergências, e onde eu tive a oportunidade de assistir a uma palestra sobre as línguas minoritárias, nomeadamente sobre o mirandês".

Questionada sobre o que ainda resta fazer após 20 anos na música, Ana Laíns diz que "a minha carreira ainda é uma criança. Ainda há um mundo para fazer. Tenho muitas ideias e muita vontade de levar a cabo muitos projetos, sempre no sentido de dignificar a nossa identidade cultural".

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