Literatura

Angola recebe primeiro Escritaria fora de Portugal

Angola recebe primeiro Escritaria fora de Portugal

Pepetela é homenageado a partir desta segunda-feira na cidade de Benguela, naquela que é a primeira réplica do festival literário Escritaria fora da cidade de Penafiel. Projeto de internacionalização vai estender-se no futuro a outros países.

"É um primeiro mas importante passo" rumo à desejada internacionalização do Escritaria, frisa Antonino de Sousa, presidente da autarquia penafidelense, que desde 2008 acolhe e organiza um festival literário de contornos invulgares: homenagear um autor vivo de língua portuguesa, consagrando-lhe uma vasta programação em que também participa de forma ativa a comunidade local.

Com um tributo alargado a Pepetela, Angola torna-se o primeiro país a fazer uma réplica do evento. As atividades começam hoje em Benguela, cidade natal do autor de "A geração da utopia", e deverão estender-se nas próximas semanas ao Lubango, Undjiva-Cunene e Luanda.

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Para o presidente da Câmara de Penafiel, esta nova fase da vida da Escritaria mostra a sua "reinvenção permanente" e a aposta "numa troca de experiências culturais onde a literatura é o principal elo de ligação".

No campus do Instituto Piaget de Benguela, parceiro desta iniciativa, vão ser expostos os materiais que já estiveram presentes em 2018 na cidade nortenha, aquando da homenagem a Pepetela. Os visitantes vão poder observar painéis biográficos dedicados ao autor, ou apropriar-se de materiais portáteis de literatura, como caixas de cartão, além de poderem assistir a concertos ou declamações de textos.

"É o arranque ideal para um projeto que vai ter continuidade no futuro", diz a coordenadora Ana Pérez, que se mostra convicta sobre a mais-valia deste evento: "Faz todo o sentido realizar este tipo de promoção da língua portuguesa e da literatura, desde logo porque o fundador do Instituto era poeta e filósofo e depois porque estamos presentes, no ensino, em inúmeros países de língua portuguesa e esta língua que nos une é um património cultural absolutamente distinto. Fazer chegar a literatura ao maior número de pessoas é uma missão distinta e contribui muito para o nosso crescimento como seres humanos".

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