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Caminhos do Cinema Português vão dar a Coimbra

Caminhos do Cinema Português vão dar a Coimbra

A 27.ª edição do festival decorre até ao dia 20 em vários locais da cidade.

Desde 1988 que o festival Caminhos do Cinema Português faz como que, no final de cada ano, uma espécie de balanço do que de melhor se produziu no nosso país, da longa à curta, do filme profissional aos trabalhos de escola, complementado ainda com uma ação académica de relevo.

Com exceção de 2013, fruto de um "ano zero" do cinema português após o corte completo de apoios financeiros ao setor no ano anterior, e depois da edição de 2020 feita à distância física, os Caminhos regressam este ano de cara lavada, desde o aumento dos espaços a uma programação descentralizada, além de mudanças nos seus aspetos de programação, não se ficando pela mera mostra de filmes.

Segundo o seu diretor, Vítor Ferreira, "o festival alarga-se e consolida-se, dando às mostras paralelas espaços condignos, e aos públicos do cinema e do cinema português a hipótese de usufruir do evento na sua plenitude". Reafirmando que continuam a ser "uma equipa de voluntários que, à custa de trabalho árduo, anualmente se orgulha de proporcionar à cidade este evento".

A programação, que se estende pela Casa do Cinema de Coimbra, Teatro Académico de Gil Vicente e Auditório Salgado Zenha, tem como ponto forte, como sempre, a Seleção Caminhos dedicada a toda a cinematografia nacional de produção profissional e consagrando todos os géneros cinematográficos.

Há filmes que já chegaram às salas de estreia mas que concorrem de igual modo aos vários prémios do festival, como "A metamorfose dos pássaros" de Catarina Vasconcelos, pré-candidato português aos Oscars. E obras que vimos já há algum tempo, como "No táxi de Jack" de Susana Nobre ou "O último banho" de David Bonneville. Mas também algumas novidades, como os mais recentes filmes de Leonor Noivo, Júlio Alves, Joana Toste, Diogo Varela Silva ou Cristèle Alves Meira. E há muitas outras apostas, que mostram a diversidade atual do cinema português, nomeadamente nos contextos do documentário e da animação.

Por seu lado, a também habitual Seleção Ensaios debruça-se sobre o que de melhor se fez em contexto académico no último ano, apresentando filmes produzidos por alunos da Universidade da Beira Interior, Universidade do Algarve, Escola das Artes da Universidade Católica, Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha, Escola Superior de Teatro e Cinema, Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, Escola Superior Artística do Porto, Universidade Lusófona, ETIC, Universidade Nova, Ar.Co e Escola Superior de Educação de Coimbra. Associam-se ainda inúmeras outras escolas superiores de cinema um pouco de todo o mundo mostrando, neste programa alargado, que o futuro do cinema está assegurado.

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Ainda numa dimensão competitiva, mas numa perspetiva insólita, inesperada e heterogénea, a programação da secção Outros Olhares contém filmes de Cláudia Varejão, Ico Costa, Welket Bungué, João Pedro Rodrigues e João Rui Guerra da Mata, Patrick Mendes ou Tiago Afonso, que volta a mostrar "Distopia" antes da passagem pelo Porto/Post/Doc.

Mas há mais. Turno da Noite promete filmes de terror pela noite dentro, oriundos de vários países, entre os quais Portugal, com títulos como "Send me their names" de Marcelo Gafanha, "Kafka" de Tiago Iúri, "A máscara dos porcos" de Tiago Pimentel ou "Os abismos da alma", de Guilherme Daniel. Já Filmes da Lusofonia aposta na divulgação de vários títulos que nos chegam do Brasil. Por fim, Filmes do Mundo oferece-nos trabalhos produzidos em latitudes cinematográficas tão distintas como Alemanha e Argentina, Turquia ou Canadá, Espanha ou Israel.

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