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Da Weasel eternizados e Imagine Dragons "memoráveis" no último dia de Alive

Da Weasel eternizados e Imagine Dragons "memoráveis" no último dia de Alive

Dia de regressos marca o fim do Alive. Os Da Weasel eternizaram-se no palco com a alma do hip hop português e Imagine Dragons carimbaram a terceira atuação no festival com a mestria que já nos habituaram, em dia esgotado. Este ano passaram 210 mil pessoas pelo festival, que confirmou o regresso em 2023.

Às primeiras horas de sábado já vagueavam pelo Passeio Marítimo de Algés dezenas de camisolas dos Imagine Dragons, um dos cabeças de cartaz que encerraram o último dia do Alive. Tiago Fernandes, 29 anos, e Casemira Lima, 28, fizeram mais de 300 quilómetros para verem o grupo de pop rock pela segunda vez. "Quando os vimos em 2017 foi espectacular e agora sei que vai ser igual", defendeu o jovem de Guimarães. Apesar de estarem "mais comerciais" o casal assumiu-se expectante com o regresso da banda de Dan Reynolds.

"It's time", o primeiro single do grupo lançado em 2011, marcou o mote da atuação "memorável" com que Imagine Dragons presentearam o público do NOS Alive. "Não consigo escolher um momento alto. Todo o concerto foi memorável e todos os momentos foram únicos", confessou João Maia, 21 anos, de Santarém. A envergar uma t-shirt com o nome da banda, o jovem revelou que as pausas criadas na atuação para introduzir a música seguinte e consequentemente facilitar a mensagem de cada uma, foram os seus momentos preferidos. Imagine Dragons chegaram com uma performance estruturada, onde uma voz masculina entoava pelo recinto, entre as pausas das canções, com uma mensagem explicativa da próxima música e o seu significado. Durante duas horas, o vocalista Dan Reynolds esteve sempre conectado com o público e fez das mensagens inspiracionais parte do espectáculo. Como todos esperavam os grandes sucessos do grupo como "Thunder", "Bones", "Enemy" e "Radioactive" não faltaram. De forma surpreendente, o grupo tocou um "cover" do hit "Forever Young" dos Alphaville para homenagear todos ucranianos que vivem um momento difícil. Os talentosos Imagine Dragons carimbaram assim a terceira atuação num dos maiores festivais do país.

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Nostalgia com Da Weasel

Era o momento que todos falavam desde que o reencontro foi anunciado, em 2019. "É um dia muito especial para o Alive. Uma banda portuguesa fez esgotar um momento histórico", disse Álvaro Covões, diretor do festival, em conferência de imprensa, horas antes da atuação. "Estou curioso para ver Da Weasel, nunca os vi a atuar, mas acredito que vão partir isto tudo", confessou Tiago Fernandes, ao início do dia, e parece que o palpite foi certeiro. "O ponto alto aconteceu do início ao fim" disse Tânia Nogueira, entusiasmada. Agora com 32 anos, a portuense cresceu a ouvir as rimas e batidas de Da Weasel. "Já tinha visto dez concertos deles e mesmo assim, passado tantos anos, parece que não passou tempo nenhum". Num dos dias mais felizes da sua vida, segundo a própria, Tânia reencontrou a banda da adolescência e espera não ter de esperar "mais 14 anos para voltar a acontecer".

A magia de Da Weasel é que não chegou apenas a uma geração. Prova disso é que o grupo formado em 1993 e extinto em 2010 continua a ser dos grupos mais populares de Portugal. Há quem os adore mesmo tendo apenas dez anos quando este chegou ao fim. "Ouvimos a banda quando tínhamos 10/15 anos e o concerto de hoje foi um reencontro com esses tempos. Ainda não acredito que os consegui ouvir", confessou Salvador Meira, de 28 anos. Para Ana Faustino o momento arrepiante da noite foi "quando toda a gente cantou à capella o tema "Re-tratamento"". Enquanto no palco havia silêncio na plateia cantava-se aos berros o refrão de um dos temas mais populares do grupo. Os gigantes Da Weasel estão mais velhos, mas não menos talentosos. Tantos anos depois continuam a cantar "Dialetos de ternura", "Casa" e "Advinha quem voltou" com a mesma mestria.

O encerramento do palco Nos coube aos "Two Door Cinema Club", que estrearam em terras lusas o mais recente álbum "False Alarm", o regresso do grupo aos estúdios. Sem esquecer temas como "What you know" que fazem as delícias de todos.

O palco Heinken recebeu os aclamados roqueiros Parov, Phoebe Brigders e ainda Manel Cruz, que atuou à mesma hora dos cabeças de cartaz, Imagine Dragons.

Regresso confirmado

210 mil pessoas passaram pelo Passeio Marítimo de Algés ao longo de quatro dias e só a quarta-feira não atingiu a lotação máxima de 55 mil espectadores. O "sonho" do "Melhor regresso de sempre" concretizou-se e repete-se nos dias 6, 7 e 8 de julho de 2023, no sítio do costume.

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