03.02.2018

Comer e beber

Eis os melhores do ano para a "Revista de Vinhos"

Eis os melhores do ano para a "Revista de Vinhos"

Publicação atribuiu 24 prémios anuais: Vasco Coelho Santos (revelação), Ljubomir Stanisic (personalidade) e Ricardo Costa (chef do ano). O melhor vinho é alentejano.

A Região do Alentejo foi a grande vencedora dos Melhores do ano 2017, com cinco galardões atribuídos pela "Revista de Vinhos". Os prémios foram revelados esta sexta-feira à noite, numa cerimónia que teve lugar na Alfândega do Porto.

"Estamos a passar um bom momento e ficamos contentes por reunir todo o setor. A adesão foi enorme, atingimos a lotação máxima com cerca de 900 convidados", contou ao JN Nuno Pires, diretor e sócio da "Revista de Vinhos".

Para a 21.ª edição dos Melhores do Ano, "quisemos fazer algumas alterações e há prémios que são novidade", como é o caso do galardão para Marca do Ano. A escolha do vencedor, Mateus Rosé, prendeu-se com o facto de ser "uma marca com 75 anos, que é emblemática do nosso país", acrescentou Nuno Pires.

Norte venceu na gastronomia

Na gastronomia, destacou-se Ricardo Costa, cozinheiro no hotel The Yeatman, em Gaia. "O seu caminho sólido e a vontade constante de querer surpreender sem, para isso, recorrer a elementos pirotécnicos" valeram-lhe o prémio Chef de Cozinha do Ano, diz a entidade organizadora.

Vasco Coelho Santos foi o escolhido para Chef Revelação pela "Revista de Vinhos". O jovem cozinheiro "abriu um restaurante [Euskalduna Studio] de autor no Porto e tem dado muito que falar", explicou Nuno Pires.

O galardão Personalidade do Ano na Gastronomia foi atribuído ao polémico Ljubomir Stanisic. O cozinheiro, famoso pela sua presença no programa televisivo "Pesadelo na cozinha", é dono do restaurante 100 Maneiras Bistro, eleito "melhor restaurante do Mundo" pela revista britânica "Monocle".

O Vinho do Ano foi entregue ao Mouchão Tonel 3-4 2011, da Herdade do Mouchão, em Sousel. O vinho alentejano, "que materializa a expressão mais pura do Alicante Bouschet", obteve um total de 19 pontos em 20. Uma garrafa custa cerca de 180 euros porque "é uma edição muito limitada, proveniente da vinha dos Carapetos, a mais antiga da herdade", explicou Nuno Pires que considera este "um grande vinho, com muito potencial de longevidade".

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