artes plásticas

Fotografia abre novo museu em Espinho

Fotografia abre novo museu em Espinho

Exposições da dupla de artistas plásticos Isabel Cabral/Rodrigo Cabral e do fotógrafo italiano Danilo Pavone inauguram esta segunda-feira o Museu Municipal de Espinho, que funciona nas instalações de uma antiga fábrica conserveira.

Dos escombros da Fábrica Brandão Gomes, que chegou a ser o maior empregador do concelho nas primeiras décadas do século passado, nasceu o Fórum de Arte e Cultura de Espinho (FACE), espaço destinado às artes requalificado pelo arquitecto Carlos Nuno Lacerda Lopes.

Além da componente museológica, o FACE pretende albergar produção artística relacionada com o cinema de animação, multimédia e o design, bem como projectos de formação e ensino.

Concluído há mais de um ano, o renovado edifício, agora denonimado Museu Municipal de Espinho, vai ser inaugurado hoje, feriado municipal, às 10.30 horas, com duas exposições comissariadas pela Subverso Arte Contemporânea, em colaboração com a Galeria Serpente, no Porto.

Em ambas, foi intenção dos organizadores apresentar evidentes pontos de contacto com o local onde decorrem. "O conceito explora os elementos marítimos fortemente presentes na história de Espinho e procura estabelecer um diálogo comum a partir destas afinidades", explica o artista plástico Paulo Moreira, comissário de ambas as mostras, a par de Eugénia Tavares.

"Esculturas" é o título da exposição da dupla de artistas Isabel Cabral e Rodrigo Cabral, autores de uma carreira multifacetada que engloba a pintura, a escultura, a instalação, a performance e a poesia visual.

Desde o "Projecto Comum", em 1987, ambos já viram o percurso reconhecido através de galardões tão variados como os atribuídos pelas bienais de Cerveira e da Amadoraa ou o Prémio Nacional de Pintura.

Em Espinho, a dupla de artistas apresenta sete trabalhos nos quais a noção de equilíbrio e linearidade está fortemente presente.

Já a exposição de Danilo Pavone, fotógrafo italiano radicado em Portugal há uma dúzia de anos, intitula-se "Litorais" e abrange 27 imagens, nocturnas e diurnas, de localidades costeiras portuguesas.

Premiado na oitava edição da Bienal de Fotografia de Vila Franca de Xira, em 2003, Pavone tem colaborado regularmente com o IPPAR - Instituto Português de Património Arquitectónico e com o Museu Monográfico de Conímbriga.

Ambas as exposições encontram-se patentes ao público até 31 de Agosto.