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Morreu o pintor Pedro Olayo (filho)

Morreu o pintor Pedro Olayo (filho)

O pintor Pedro Olayo (filho) morreu, na noite de sábado, em Coimbra. O espatulista, que se afirmou também na aguarela, tinha completado 87 anos no passado dia 2.

Pedro Olayo (filho) faleceu, cerca das 22 horas, na urgência do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), onde dera entrada, confirmou ao JN o presidente do Conselho de Administração do CHUC, Fernando Regateiro.

A causa da morte não foi divulgada, mas sabe-se que o pintor estava doente desde há algum tempo e, recentemente, tinha estado internado naquele centro hospitalar.

"É um sentimento de profundo pesar, de profunda perda pelo artista, pelo cidadão, pelo amigo", disse Fernando Regateiro, aproveitando para deixar "à esposa e à família um abraço muito solidário" e "sentidos pêsames".

"Tínhamos uma relação de muita estima, de muita admiração", prosseguiu Regateiro, lembrando a faceta solidária de Pedro Olayo (filho), "uma referência da pintura portuguesa" que "estava sempre disponível para ceder um quadro para leiloar" em prol de alguma causa.

Uma vida rente ao belo

Pedro Olayo (filho) vivia em Coimbra, que não se cansou de retratar nos seus quadros. A última entrevista que deu foi ao JN, no seu atelier, naquela cidade, pouco antes do seu 87.º aniversário.

Nessa ocasião, recordou o seu percurso, desde o despertar para a arte, no jardim-escola, quando desenhou a folha que lhe caíra na carteira, passando pela sua primeira exposição, aos 21 anos, sem esquecer as viagens pelo Mundo.

"As pessoas, geralmente, só pensam no dinheiro. E eu não era assim. Penso mais no belo do que no dinheiro. Quando meto a mão ao bolso, prefiro tirar uma caneta para desenhar do que dinheiro para gastar", afirmara Pedro Olayo (filho), então, ao JN.

Nascido numa família de pintores - o pai era pintor, o falecido irmão pintor e ator, e o avô pintor e comerciante -, Pedro Olayo (filho) deixa obras um pouco por toda a parte. Estão espalhadas por museus, galerias e coleções particulares. O rei de Marrocos tem quadros seus, e a rainha Isabel II uma aguarela.

No passado dia 4 de julho, dia da cidade de Coimbra, havia sido inaugurada uma exposição retrospetiva de Pedro Olayo (filho) no Convento São Francisco, e dado o nome do artista a uma sala de exposições.

Carina Fonseca