Cultura

Uma galeria para todos

Uma galeria para todos

A galeria Cor Espontânea, ao Bom Sucesso, no Porto, é inaugurada hoje. São sete salas que abrem com quatro exposições em simultâneo, de várias gerações de artistas. O objectivo é mostrar arte dos consagrados e dos novos valores.

A nova galeria, de cerca de 500 metros quadrados, está instalada num edifício na área da Boavista e abre oficialmente as portas com a inauguração de uma exposição colectiva e três individuais.

Na mostra colectiva "Arte Moderna", poder-se-á ver obras de Vieira da Silva, Arpad Szénes, Paula Rego, Júlio Pomar, Manuel Cargaleiro, José de Guimarães, Francis Smith, Graça Morais, Mário Cesariny, Helena Abreu, Casal Aguiar, Isabel Mourão Alves, Francisco Laranjo, Albuquerque Mendes, Beatriz Pacheco Pereira, João Cutileiro, Paulo Neves, Pedro Calapez, Jacinto Luís e José Rodrigues, entre muitos outros.

Um dos aspectos curiosos deste espaço prende-se com a criação, em permanência, de uma sala, a que foi dado o nome de Júlio Resende, onde serão expostas obras deste pintor. Na Cor Espontânea, e nesta sala em particular, ficarão patentes os trabalhos mais recentes daquele artista plástico.

Além de três salas grandes, onde será exibida a mostra colectiva, existe um espaço dedicado aos novos valores do mundo das artes.

Assim, as duas salas abrem com exposições individuais das pintoras Elsa Lé e Nazaré Álvares, designadamente de aguarela, acrílicos sobre papel e tela.

Para Fernando Baganha, proprietário do espaço, o grande objectivo da Cor Espontânea é "promover e divulgar a arte moderna e contemporânea" e também "apoiar e incentivar à produção artística de novos valores das artes".

Com um investimento avultado, a nova galeria terá uma vertente comercial, naturalmente, mas também pretende ser um pólo cultural na cidade do Porto que centralize as várias manifestações culturais, com relevo para as artes plásticas.

Fernando Baganha, que já foi responsável pela galeria Magellan, em Paris, França, nos anos 90, onde organizou várias exposições individuais, nomedamente de Cutileiro, Cargaleiro, Pomar, Resende, Bual e Francisco Simões, pretende também aqui organizar várias mostras de nomes conhecidos.

Assumindo-se como uma galeria aberta a todas as tendências e gerações artísticas, o novo espaço englobará, ao longo dos tempos, múltiplas mostras individuais, colectivas ou de grupo, da autoria de consagrados e de criadores menos conhecidos do grande público.

O arranque da Sala Júlio Resende é, na opinião de Fernando Baganha, "uma forma de homenagear um dos maiores pintores vivos da arte contemporânea".

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