
Fernando Morgado
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Fernando Morgado, a quem foi atribuída uma menção honrosa no concurso "Textos de Amor Manuel António Pina", acaba de publicar "Porto Cor-de-Roxo: Texturas de Amor e Dor".
É um escritor e um poeta portuense, tem 65 anos e afirma ser "fã e defensor do calão e da pronúncia do norte." Fernando Morgado escreve há muito tempo e já divulgara o seu trabalho nas redes sociais, mas só agora teve "coragem" de publicar. Este ano, chegou o primeiro livro, "Porto cor-de-roxo: Texturas de amor e dor", publicado na Amazon, e que já vai na segunda edição.
Ao longo de 260 páginas, o autor declara o seu amor ao Porto. "Escrevo com muita facilidade, escrevo conforme falo, não evito as palavras. Se tiver que as usar, uso. Jogo muito com metáforas e com alguma ironia."
Em 2016, participou no Concurso Nacional Textos de Amor Manuel António Pina, promovido anualmente, desde 2001 pelo Museu Nacional da Imprensa. O Museu acolhe os textos dos candidatos e apela aos visitantes para a impressão de poemas de amor.
O nome do jornalista, poeta e cronista Manuel António Pina (1943-2012), vencedor do Prémio Camões de 2011, veio reforçar, a partir de 2013, a importância deste concurso.
"Desconhecia o Prémio. Fui alertado por um amigo, também escritor, quando me pediu para ir ao Museu receber um livro dele. Depois concorri com um conto e foi-me atribuída uma menção honrosa", diz. "Foi uma experiência maravilhosa. Manuel António Pina é, sem dúvida, uma referência para quem gosta de ler e escrever. Eu só podia ficar orgulhoso", evidencia Fernando Morgado.
Fernando Morgado assegura ao JN que um dos seus principais objetivos é continuar a publicar livros. "A escrita não pode deixar de ser um prazer, independentemente de receber ou não prémios."
