Manifestação

Mariza , Carminho e Tony Carreira no protesto pelo setor da cultura em Lisboa

Mariza , Carminho e Tony Carreira no protesto pelo setor da cultura em Lisboa

Técnicos, artistas e promotores juntaram-se, este sábado, em protesto pela Cultura, em Lisboa.

Tony Carreira, as fadistas Mariza e Carminho, o ator José Raposo, o ilusionista Luís de Matos ou a bailarina e coreógrafa Filipa Peraltinha estiveram entre as centenas de artistas técnicos e promotores de espetáculos que se reuniram numa manifestação pela Cultura em Portugal. O objetivo foi alertar para a crise profunda do setor, que corre o risco "de entrar em colapso e não sobreviver" .

O protesto, no Campo Pequeno, foi marcado pela APEFE, Associação de Promotores de Espetáculos, Festivais e Eventos, a que se juntaram profissionais e outras entidades representativas do setor.

Luís de Matos, numa das intervenções mais aplaudidas, criticou as "medidas falsas e hipócritas" do governo e lembrou que a cultura tem de fazer parte do discurso do governo e "não só quando um jornalista se lembra de perguntar". José Raposo criticou a ausência do governo. "É inacreditável que a a ministra da Cultura não esteja aqui".

Durante os discursos feitos numa manifestação atípica, que aconteceu dentro do recinto do Campo Pequeno, surgiram alertas pelas profissões que poderão acabar senão se não chegarem mais apoios públicos, e apelos para ajudar muitos profissionais do setor que estão a passar fome. Foi ainda sublinhado o contributo que a Cultura tem para a produção de riqueza do país .

As centenas que participaram no protesto aplaudiram, sentados e distanciados, as intervenções feitas no palco por personalidades e representantes de várias áreas do setor. O ambiente foi de tristeza e comoção, bem representante da situação complexa que está a viver esta área denatividade, que é uma das mais afetados pela pandemia de covid-19.

Na quarta-feira, a APEFE revelou, no "Manifesto pela Sobrevivência da Cultura em Portugal", que o mercado dos espetáculos registou uma quebra de 87%, entre janeiro e outubro deste ano, face a 2019.

Técnicos concentraram-se à porta

À semelhança do que aconteceu noutras manifestações, mais de 100 técnicos de luzes, som e imagem trouxeram as suas malas pretas, onde habitualmente carregam o material para os espetáculos, e concentraram-se à porta do recinto.

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