1944-2021

Morreu a pintora Armanda Passos

Morreu a pintora Armanda Passos

Morreu aos 77 anos a pintora Armanda Passos. A artista nascida em 1944, no Peso da Régua e fixou-se no Porto, onde estudou Artes Plásticas na Escola Superior de Belas Artes. Além do seu trabalho como docente participou em diversas exposições individuais e coletivas por todo o mundo. Está representada em importantes coleções públicas, do Museu do Chiado em Lisboa, ao Museu de Serralves, no Porto. Conta vários prémios e a condecoração com a Ordem de Mérito, em 2012.

Armanda Passos nasceu em 1944, no Peso da Régua. Licenciou-se em Artes Plásticas na Escola Superior de Belas Artes do Porto. E começou a expôr em 1976.

Foi professora de Tecnologia da Serigrafia no Centro de Reabilitação Vocacional da Granja, monitora de Tecnologia da Gravura na ESBAP (1977-1979) e membro do grupo "Série" Artistas Impressores.

Ao longo da sua carreira, Armanda Passos alcançou importantes distinções, tais como o 2º Prémio do Ministério da Cultura na Exposição "Homenagem dos artistas portugueses a Almada Negreiros", Lisboa, 1984, a Menção Honrosa no "VIII Salão de Outono - Paisagem portuguesa", Galeria do Casino de Estoril, 1987, a Menção Honrosa no "III Prémio Dibujo Artístico J. Pérez Villaamil", Museu Municipal Bello Piñeiro, Ferrol, Corunha, 1990 e o Prix Octogne, Charleville (Mezières, França), 1997.

Armanda Passos representou Portugal em vários certames internacionais, por exemplo em Heidelberg, na V Biennal of European Graphic Art (1988); na Polónia, na Exposition Internationale de la Gravure - "Intergrafia 91", no Pawilon Wystawowy Bwa, Katowice; e, em 1992, no Centre de la Gravure et de l"Image Imprimée, La Louvière, na Bélgica.

Participou em inúmeras exposições nacionais e internacionais e vários dos seus trabalhos integram coleções de prestigiadas instituições públicas como a Fundação Calouste Gulbenkian, a Fundação Oriente, a Fundação de Serralves, a Fundação Champalimaud, o Museu Nacional de Arte Contemporânea - Museu do Chiado, o Ministério da Cultura, o Ministério da Justiça (Palácio da Justiça do Porto; Palácio de Ratton), o Museu da FBAUP ou a Reitoria da U.Porto e relevantes coleções privadas.

A sua obra suscitou reflexões e textos produzidos não apenas por críticos da especialidade, mas também por escritores de várias sensibilidades, artistas e até historiadores. Entre os muitos intelectuais que se debruçaram sobre o seu trabalho podem citar-se Fernando Pernes, Mário Cláudio, José Saramago, Vasco Graça Moura, Urbano Tavares Rodrigues, Eduardo Prado Coelho, António Alçada Baptista, David Mourão-Ferreira, Armando Silva Carvalho, José-Augusto Seabra, Lídia Jorge, Luis de Moura Sobral, Raquel Henriques da Silva e José Augusto-França.

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