O Jogo ao Vivo

Houston

Polícia investiga relatos de pessoas injetadas com droga no concerto de Travis Scott

Polícia investiga relatos de pessoas injetadas com droga no concerto de Travis Scott

A polícia de Houston abriu duas investigações à morte de oito pessoas num concerto de Travis Scott, no Texas. Agentes da divisão de narcóticos averiguam informações de que havia alguém a injetar pessoas com drogas durante o espetáculo.

O chefe dos bombeiros de Houston, Samuel Peña, confirmou que vários festivaleiros tiveram de ser reanimados com um fármaco que reverte overdoses de droga, o Narcan, durante o concerto do rapper Travis Scott, no qual morreram oito pessoas esmagadas, na sexta-feira, em Houston, nos EUA.

PUB

Entre as pessoas assistidas pelos bombeiros estaria um segurança do festival Astroworld, criado por Scott em 2018, que aparentemente tinha sido injetado no pescoço. "Há muitas narrativas a circular neste momento", observou o chefe da polícia de Houston, Troy Finner, adiantando que foram abertas duas linhas de investigação: uma às causas que terão conduzido ao esmagamento de oito pessoas junto ao palco; outra para averiguar as denúncias de que haveria alguém a injetar pessoas com drogas durante o concerto.

"Temos o relato de um segurança que foi tratado pelo pessoal médico. Ele contou que estava a tentar segurar um cidadão e sentiu uma picada no pescoço. Quando foi examinado perdeu a consciência", disse Finner. "Administraram Narcan, reanimaram-no e os médicos notaram uma picada semelhante à de alguém que foi injetado", acrescentou.

"Temos de respeitar a dor das famílias e ter a certeza de que nos cingimos aos factos e às provas, que é o que estamos a tentar fazer aqui no departamento de polícia de Houston", disse Finner, confirmando que foram feitas 23 detenções, mas sem especificar se estão relacionadas com as alegadas injeções de droga.

O jornal "Houston Chronicle" escreve que Travis Scott interrompeu o concerto várias vezes durante os 75 minutos da atuação, sempre que detetou fãs em dificuldades, pedindo à segurança para ajudar. "Aconteceu quase tudo ao mesmo tempo", observou Larry Satterwhite, um polícia de Houston que estava perto do palco durante a atuação, que juntou cerca de 50 mil pessoas no Parque NRG.

"De repente, havia várias pessoas caídas no chão, com algum tipo de problema cardíaco ou outra questão de saúde", disse Larry Satterwhite. "Começamos imediatamente a fazer manobras de reanimação e a ajudar as pessoas. Foi aí que falei com os promotores, que concordaram em acabar com o concerto mais cedo", acrescentou.

A procuradora do condado de Harris, Lina Hidalgo, apelou a uma "investigação objetiva e independente" as causas da morte daquelas oito pessoas. "Quando vemos estas idades - 14, 16, 21, 21, 23, 23, 27 - é de ficar de coração destroçado", disse, em referência à juventude das vítimas do incidente.

"Talvez os planos de segurança fossem inadequados. Talvez os planos fossem bons mas não tenham sido seguidos", disse Hidalgo. "As famílias das vítimas, todos os afetados, merecem respostas", acrescentou.

As autoridades de Houston anunciaram que as autópsias aos corpos das vítimas serão feitas com a maior brevidade possível, para que possam ser entregues às famílias. A identidade dos jovens mortos deve ser revelada durante a tarde deste domingo.

O chefe dos bombeiros de Houston, Samuel Peña, revelou que o incidente começou por volta das 21 horas de sexta-feira, quando "a multidão começou a comprimir-se em direção à frente do palco", o que causou pânico e ferimentos em algumas pessoas.

"Tivemos pelo menos oito mortes confirmadas esta noite e dezenas de feridos", disse Pena, acrescentando que a causa da morte só pode ser confirmada após a conclusão dos exames médicos. "Transportamos 17 doentes para o hospital, onze deles em paragem cardíaca".

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG