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Presente, passado e futuro no Festival de BD de Beja

Presente, passado e futuro no Festival de BD de Beja

16 exposições e mais de duas dezenas de autores presentes.

O XVII Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja terá lugar entre 27 de maio e 12 de junho, na Casa da Cultura de Beja, regressando assim ao seu 'lugar' no calendário, depois de em 2021 ter sido realizado em Setembro devido à pandemia da covid-19.

O programa e os convidados foram divulgados esta sexta-feira e, entre eles, destaca-se a exposição dedicada a Oliver Afonso e Chico, autores de "Les Portugais", um álbum sobre a imigração lusa lançado em Fevereiro em França e que em breve terá edição portuguesa.

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Também francês, mas a viver no Canadá, é Jean-Louis Tripp, um dos autores de "Armazém Central", uma saga profundamente humana que decorre nos anos 1920 no Quebeque e cuja edição nacional a Arte de Autor terminará em Beja. Chloé Wary, autora de "A Época das Rosas", sobre as dificuldades enfrentadas por uma equipa de futebol feminina dos subúrbios é outra das presenças confirmadas com direito a exposição.

De Espanha virão David Rubin (autor de "Beowulf"), Antonio Altarriba e Keko ("Eu, louco") e de Itália chegam Andreas Ferraris e Renato Chioca ("Churubusco"). O facto de todos estes autores terem obra publicada em Portugal é positivo e valoriza a sua presença, atraindo mais visitantes no primeiro fim-de-semana do certame, o único em que todos os convidados estarão presentes.

Como é habitual em Beja, o grande destaque vai para os criadores nacionais, este ano representados por Bernardo Majer ("Toutinegra"), Daniel Henriques (arte-finalista da DC Comics), Joana Rosa ("The Mighty Gang"), Rudolfo Mariano ("Bottoms up") e os membros do atelier Toupeira, com sede em Beja.

Para além destes autores, ainda jovens, que de certa forma representam o presente e o futuro da banda desenhada nacional, o Festival de BD de Beja vai evocar dois nomes grandes do passado dos nossos quadradinhos, já falecidos: Artur Correia, que dividiu a sua actividade entre a BD e o cinema de animação, e Jayme Cortez, que fez a maior parte da sua carreira no Brasil. Deste último país, Beja vai acolher uma delegação de autores do colectivo "Avenida Marginal".

O programa inclui um total de 16 exposições, uma grande Feira do Livro de BD, concertos desenhados, lançamentos, conversas com os autores e as inevitáveis sessões de autógrafos.

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