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Câmara vai propor concurso público para concessionar Coliseu do Porto

Câmara vai propor concurso público para concessionar Coliseu do Porto

O presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, anunciou, esta quarta-feira, uma proposta para que o Coliseu Ageas seja concessionado através de concurso público.

A emblemática sala de espetáculos, que pertence à Associação Amigos do Coliseu, precisa de obras de fundo, cujo custo estimado é de 8,5 milhões de euros, revelou Moreira, aos jornalistas, após uma reunião do Conselho Municipal de Cultura.

Em novembro de 2019, o JN avançou que C. M. Porto estava disponível para entrar no financiamento do projeto de reabilitação do edifício inaugurado em 1941. A intenção era realizar uma comparticipação numa eventual candidatura a fundos europeus. Hoje, o presidente da C.M. Porto, anunciou que essa solução de financiamento afinal não é viável, dada a impossibilidade de aceder a fundos no âmbito deste quadro comunitário."Porque se isso fosse possível, nós poderíamos ter lançado um modelo na base do Liceu Alexandre Herculano, ou seja, de o município do Porto encontrar forma de ser dono de obra", afirmou, sublinhando que "esse era o plano A".

Recorde-se que o Ministério da Cultura e a Área Metropolitana do Porto são, para além da C.M. Porto, também associados de referência na associação e fizeram-se representar durante o anúncio de hoje. A proposta para concessão, subscrita pelas três identidades e cujo modelo será baseado no teatro Capitólio, em Lisboa, terá de ser aprovada em Assembleia Geral da associação, que ainda não tem data marcada.

"Concessionar o Coliseu é aquilo que permitirá que no futuro um eventual interessado possa fazer as obras pertinentes que naturalmente a Associação não pode fazer", explicou Rui Moreira, sublinhando que esta concessão não permitirá, entre outras coisas, alterar a atividade da sala de espetáculos. O concessionário terá também de salvaguardar os postos de trabalho dos cerca de 30 funcionários durante o período de obras, que se estima serem de dois anos.

As três entidades querem também que o concurso público assegure que a associação não seja "apenas o senhorio do Coliseu". "Nós entendemos que neste concurso público se deve salvaguardar que a associação fica lá residente, terá lá a sua atividade, mas mais do que isso que lhe serão reservados um número de dias suficientes para fazer aquelas atividades que hoje organizam", explicou.

Para além disso, acrescentou Moreira, a Associação do Amigos continue a receber os montantes acordados no contrato de mecenato com a Ageas, que vale 900 mil euros, e que é válido até 2021.

Caso seja aprovada, o concurso público deverá ser lançado dentro de "três a quatro meses". O prazo para a concessão, acrescentou ainda Rui Moreira, dependerá de um estudo de viabilidade económica.

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