Polémica

"Racismo", "colonialismo" e "bombas". As acusações feitas à série SpongeBob

"Racismo", "colonialismo" e "bombas". As acusações feitas à série SpongeBob

A série infantil da esponja amarela que vive no fundo do mar num ananás gigante em Bikini Bottom foi acusada de perpetuar o "racismo" e o "colonialismo" junto dos mais novos. A crítica é feita por uma professora da Universidade de Washington.

A vida retratada na série infantil "SpongeBob SquarePants" parece pacífica e até feliz no fundo do mar. A maioria dos episódios são uma amostra das aventuras e desafios da esponja amarela, SpongeBob SquarePants, com os amigos Patrick, Sandy, Squidward e até com o patrão Sr. Krabs. O que poucos estariam à espera era as acusações de violência, racismo e colonialismo de que a série seria alvos nos últimos dias.

Uma professora da Universidade de Washington, Holly M. Barker revela num artigo a responsabilidade que as personagens têm na normalização da saída de povos indígenas das suas terras por parte dos Estados Unidos. O artigo foi publicado na revista "O Pacífico Contemporâneo: Um Diário de Temas das Ilhas" com o título "O inquietante SpongeBob e os legados de violência em Bikini Bottom".

A explicação é simples, segundo a professora: a ilha de Bikini Bottom inspira-se na ilha Bikini Atoll, localizada nas ilhas Marshall, no Oceano Pacífico. A "casa" de SpongeBob localiza-se na ilha subaquática utilizada para testes nucleares em 1946 pelos Estados Unidos. Na vida real, os habitantes desta ilha foram obrigados a deslocalizar-se durante a Guerra Fria para que esses testes pudessem ser realizados.

O que Holly M. Barker vem criticar é o "branqueamento das atividades militares norte-americanas" na série infantil e por conseguinte, na História contada aos mais novos. Para a professora universitária é a continuação da perpetuação da hegemonia dos Estados Unidos face aos outros povos.

Além disso, a apropriação cultural de saias havaianas por algumas das personagens e a existência de um restaurante de hambúrgueres, típico da cultura norte-americana, são provas de que a normalização do racismo, violência e colonialismo continuam a ser incutidos pela cultura popular, estendendo-se aos desenhos animados

Ao mesmo tempo, infantiliza-se os cenários com um ananás a servir de casa no fundo do mar e figuras semelhantes às esculturas de pedra na ilha da Páscoa.

As teorias dos fãs sobre a série infantil, que celebra 20 anos este ano, existem em vários fóruns da Internet. Há quem considere que os diversos tipos de formas das personagens (esponja, urso, caranguejo, estrela do mar, polvo) sejam resultado dos testes nucleares feitos na ilha de Bikini Atoll na década de 40.

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