Arquitetura

Três candidatos convidados para representar Portugal na Bienal de Arquitetura de Veneza

Três candidatos convidados para representar Portugal na Bienal de Arquitetura de Veneza

Os arquitetos e curadores Ricardo Carvalho, Andreia Garcia e o Atelier do Corvo (Carlos Antunes e Désirée Pedro) foram convidados pela Direção-Geral das Artes (DGArtes) para concorrer à representação de Portugal na Bienal de Veneza de arquitetura 2023.

De acordo com o sítio ´online´ da DGArtes, estes foram os candidatos escolhidos para o concurso limitado de seleção do projeto curatorial e expositivo de representação oficial portuguesa na Bienal de Arquitetura de Veneza, aberto segunda-feira com uma dotação de 350 mil euros, segundo aviso publicado em Diário da República.

A escolha entre os três candidatos será feita por uma comissão de apreciação constituída por Paulo Carretas, técnico superior da DGArtes, que coordena, Joaquim Moreno, Isabel Ortins Simões Raposo, Julia Albani e Nuno Grande, segundo a entidade.

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Os projetos ao concurso - que decorre até ao dia 25 de outubro - devem relacionar-se com o tema "O Laboratório do Futuro", proposto pela curadora geral da Bienal, Lesley Lokko, arquiteta e escritora, que nos últimos 30 anos tem refletido no seu trabalho sobre as relações entre raça, cultura e espaço.

As propostas candidatas à 18.ª Bienal de Arquitetura de Veneza deverão ainda ter em conta objetivos como "a dinamização da internacionalização das artes e da cultura portuguesa através da cooperação com outros países, a valorização da dimensão educativa e da sensibilização para a cultura através de boas práticas de mediação de públicos", segundo os critérios de seleção.

A "sustentabilidade ambiental e a implementação de boas práticas ecológicas, o fomento da pesquisa e experimentação artísticas como práticas inovadoras do desenvolvimento e do conhecimento", bem como "a promoção da acessibilidade física, social e intelectual de todos os profissionais envolvidos nos projetos artísticos e dos respetivos públicos", também são objetivos traçados pela organização do concurso.

A representação Oficial Portuguesa ficará instalada no Palazzo Franchetti durante a Bienal de Arquitetura de Veneza, que decorre entre 20 de maio e 26 de novembro do próximo ano, com uma pré-abertura a 18 e 19 de maio, ao longo da qual cada país apresenta a sua própria exposição nos pavilhões dos Giardini e do Arsenale, e edifícios no centro histórico da cidade.

O concurso foi aberto no âmbito do Programa de Apoio a Projetos, por despacho do ministro da Cultura, Pedro Adão e Silva, datado da passada sexta-feira, indicava o aviso, com o montante financeiro global disponível de 350 mil euros, distribuído em 240 mil euros para 2022 e 110 mil euros para 2023.

Em julho deste ano, a declaração anual da DGArtes indicava, no seu ´site´ oficial, que o concurso limitado para a seleção da representação portuguesa na exposição de Arquitetura - Bienal de Veneza 2023 tinha "abertura prevista para agosto".

Na edição anterior, Portugal foi representado na bienal com o projeto "In Conflict", do coletivo de arquitetos depA, para responder à pergunta colocada pelo curador, Hashim Sarkis, sobre "Como vamos viver juntos?".

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