
Aldina Duarte em noite de estreia de fado no Museu F. C. Porto
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Aldina Duarte levou o fado ao Museu F. C. Porto, para mais uma edição do programa "Dar Letra à Música".
Na estreia do fado no palco do Auditório Fernando Sardoeira Pinto, em contexto conversa-concerto, apresentado por Tito Couto e Jorge Oliveira, a sala encheu para uma noite de música e descontração.
Com a originalidade e rouquidão que lhe são inerentes, Aldina Duarte cantou e partilhou histórias sobre as origens, sobre o jornalismo, sobre os sentimentos e sobre o amor pelo fado. "O que mais gosto, em primeiro lugar de tudo na vida, são as pessoas", resumiu.
Aldina Duarte falou das raízes, em Chelas, de onde saiu, pela música. "Aprendi a conhecer as minhas raízes, a aprender o que gostava e o que não gostava nelas, mas fugi à marginalidade e, apesar de demorar a encontrar-me, encontrei-me no fado", disse.
"Nunca tinha ouvido fado até à minha adolescência. Ouvia, claro, permanente a Amália - mas era isso que ouvia. Não ouvia fado. Ouvia outros géneros musicais, especialmente temas de músicos de intervenção como o Sérgio Godinho ou o Jorge Palma", acrescenta.
A artista, com reconhecimento entre públicos de todas as idades, letrista, fadista e investigadora, Aldina Duarte conta já com 20 anos de carreira.
Tinha 24 anos quando se iniciou no fado, ouvindo e investigando, escrevendo para artistas de grande repertório como Mariza, Carminho, Ana Moura, Camané ou António Zambujo, antes de interpretar finalmente ela própria o seu fado.
Sobre a relação com os públicos, Aldina diz nunca levar os problemas "de casa" para os palcos. "Ninguém tem de pagar pelo que me aconteceu ou se o dia de hoje me correu muito mal, porque acima de tudo eu estou aqui para servir estas pessoas", disse.
O próximo "Dar Letra à Música", o último desta temporada, será com o músico português Diogo Piçarra.
