
Bilie Eilish acumulou Grammys, Music Awards, já entrou para o Guinness, já ganhou dois Oscars.
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Novo álbum da cantora de 22 anos, “Hit me hard and soft”, já é visto pelos fãs como o seu melhor de sempre. Já está disponível nas plataformas de streaming.
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Dez temas e 44 minutos compõem o terceiro disco de Billie Eilish, que já chegou às plataformas de streaming. “Hit me hard and soft” é uma viagem curta mas, como o nome indica, atinge os ouvintes, ao mesmo tempo e em iguais proporções, de forma brusca e suave.
Eilish tem apenas 22 anos e uma carreira impressionante. Com um EP e dois discos, acumulou Grammys, Music Awards, já entrou para o Guinness, conseguiu dois Oscars – o último já este ano, por “What was I made for?”, do filme “Barbie”.
O novo trabalho chegou sem vídeos ou singles, surtindo o efeito desejado: a ideia é ouvi-lo como um todo, e o impacto inicial tem sido tão forte como o esperado.
Nas plataformas, o álbum é considerado pela maioria como mais completo, intimista, mais maduro, vocalmente mais forte e mais honesto do que nunca. Eilish subscreve a parte do “honesto”.
Em entrevista à Apple TV, partilhada com fãs numa escuta a que o JN teve acesso, Billie garante: “Este disco é a coisa mais ‘eu’ que já fiz. É puramente ‘eu’, sem nenhum tipo de personagem”, salienta.
Ao lado do irmão e eterno cocompositor Finneas, explica como o processo variou: “A diferença é que começámos a trabalhar nele antes de nos dizerem para o fazermos”, destaca, o que retirou pressão e aumentou a criatividade.
Mudou também a forma de compor: “O que sempre fizemos foi começar e terminar uma música e passar a outra. E quando o álbum estava feito, tínhamos temas com um ano”, contam os irmãos.
Cinemático e palpável
No novo trabalho, todas as canções eram iniciadas, postas de lado para experimentar outras, e depois eram reavaliadas. O resultado foi um conjunto onde ficou só o que gostavam, como gostavam. “Este é o álbum que sempre estive a tentar fazer”, diz Finneas.
A coesão e o detalhe notam-se, e logo no tema de abertura. “Skinny”, onde Eilish canta como para ela “21 took a lifetime” (21 anos demoraram uma vida), é uma balada clássica com um forte lado cinematográfico, polvilhado de arranjos orquestrais.
E depois vem “Lunch”, onde Billie endereça a sua bissexualidade. E “Chihiro”, single instantâneo com um clímax hipnótico de dança, seguindo-se , a gritar verão, upbeat e pop, “Birds of a feather”.
Pontos altos são também “Blue”, que fecha com um arranjo sublime, “The greatest” e “L’amour de ma vie”. Todos os temas têm várias camadas, detalhes e passagens, começam de uma maneira e terminam de outra.
E no conjunto, o álbum é um sopro contínuo, é cinemático, a produção é impecável, a envolvência é palpável.
É clássico Billie Eilish, a fórmula vencedora, mas é também ousado e novo, a pedir audições em série. Na pré-escuta, os fás presentes foram os primeiros a garantir que para eles “Hit me hard and soft”, é o “melhor disco de Billie Eilish”.
