
Exposições, conversas, podcasts e documentários integram programa comemorativo
Foto: Direitos reservados
O Centro Português do Surrealismo da Fundação Cupertino de Miranda, situado em Famalicão celebra a partir da próxima sexta-feira, o centenário do nascimento de Fernando Lemos.
O fotógrafo, poeta, designer gráfico e surrealista morreu em 2019, no Bbrasil, para onde foi viver 1953. É também por isso, que a Fundação Cupertino de Miranda conta com parceiros como a Fundação Callouste Gulbenkian e o Instituto Moreira Sales, situado no Brasil como parceiros para esta celebração. De resto, Lemos deixou parte do seu vasto legado a este instituto.
Exposições, conversas, podcasts e documentários são alguns dos eventos que marcam as comemorações que arrancam na próxima sexta-feira, com a mostra de fotografias "A imagem que nos olha".
A mostra reúne fotografias tiradas entre 1949 e 1952, num contexto de "forte inquietação artística, política e existencial". "As fotografias de Fernando Lemos não são meros registos nem exercícios formais, mas construções mentais, encenações do inconsciente e do desejo, lugares onde a luz e a sombra se tornam instrumentos do pensamento", aponta a fundação.
Tido como "acutilante" por Pedro Alvares Ribeiro, presidente da Fundação Cupertino de Miranda, Lemos tem também ali, uma sala dedicada à sua obra onde figura uma exposição permanente. Ali estão cinco fotografias daquelas que foram as suas primeiras imagens.
De 25 se setembro a janeiro de 2027, na Fundação Cupertino de Miranda acontece a exposição "Projeto Cadavre Exquis" que conta com vários fotógrafos, designers gráficos, jornalistas, cartonistas cujas fotografias se vão cruzar com a obra de Fernando Lemos.
Entretanto de 28 de março a 8 de novembro, a mostra "As imagens que nos olham: Fernando Lemos" estará patente na Fundação Eugénio de Almeida, e de 14 de novembro a 3 de abril de 2027, estará patente no Museu Municipal de Tavira.
Um ciclo de conversas, poesia lida na rádio pela manhã e um podcast são ainda, atividades que serão concretizadas durante este ano. Será ainda, exibido o documentário "Fernando Lemos -Como, não é um retrato" de Jorge Silva Melo.
Haverá também, lugar à edição de um catálogo e de um ebook infantil, oficinas itinerantes e um concurso de fotografia escolar já que um dos objetivos é "desmistificar" a obra de Lemos também, junto dos mais novos.
Entretanto, entre o próximo mês de setembro e janeiro do próximo ano, o Instituto Moreira Salles exibe a mostra "Desocultação" que apresentará a "produção multifacetada" de Lemos "a partir do estudo, inventário.
"Fernando Lemos foi artista, ativista e pessoa que se dedicou a dar forma às formas do mundo", adianta João Fernandes, do instituto.
