
Dalila Rodrigues é a nova diretora do Mosteiro dos Jerónimos e da Torre de Belém
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A antiga diretora do Museu Nacional de Arte Antiga Dalila Rodrigues foi nomeada para a direção do Mosteiro dos Jerónimos e da Torre de Belém, substituindo Isabel Cruz Almeida, anunciou esta segunda-feira o Ministério da Cultura.
"Dalila Rodrigues assume, a partir de amanhã, 14 de maio, o cargo de Diretora do Mosteiro dos Jerónimos e da Torre de Belém. Sucede a Isabel Cruz Almeida, que cessou funções por motivos de reforma", pode ler-se no comunicado do Governo, que agradece a Isabel Cruz Almeida "toda a dedicação, empenho e profissionalismo demonstrados ao longo dos 35 anos em que foi diretora destes dois monumentos nacionais".
Dalila Rodrigues, de 58 anos, foi também diretora do Museu Grão Vasco e da Casa das Histórias Paula Rego, além de vogal da administração da Fundação Centro Cultural de Belém, como recorda a nota do ministério.
Contactada pelo JN a recém-nomeada disse apenas sentir-se "muito honrada" com o convite remetendo para data posterior quaisquer declarações sobre a sua opção programática para os dois monumentos nacionais que irá dirigir.
Novo diretor no MNAA
Também já é conhecido o nome do novo diretor do Museu Nacional de Arte Antiga (/MNAA). O Ministério da Cultura anunciou ontem que Joaquim Caetano assumirá, em junho, o cargo, sucedendo a António Filipe Pimentel a quem, em comunicado, a ministra Graça Fonseca agradece "a dedicação com que desempenhou as funções".
Joaquim Oliveira Caetano é presentemente conservador da coleção de pintura do MNAA. Nasceu em Beja em 1962. É licenciado em História, variante de História da Arte pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. É Mestre em História da Arte pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, com dissertação sobre o pintor Diogo de Contreiras, e Doutor em História da Arte pela Universidade de Évora, com tese sobre o pintor quinhentista Jorge Afonso.
Começou a trabalhar no Museu Nacional de Arte Antiga em 1991, dentro do programa de inventário nacional dos bens culturais móveis. Entre 1997 e 1999 trabalhou na Biblioteca Nacional de Portugal. De 2000 a 2010 foi diretor do Museu de Évora, hoje Museu Nacional de Frei Manuel do Cenáculo. Regressou ao Museu Nacional de Arte Antiga em 2010. Foi professor na Escola Superior de Artes Decorativas e assistente convidado na Universidade de Évora. É autor de dezenas de artigos e livros sobre história da arte portuguesa e europeia, sobretudo acerca da pintura do período moderno. Foi comissário de várias exposições em Portugal e em Espanha e conferencista em museus e universidades europeias e brasileiras.
Pimentel arrasa tutela em entrevista ao El País
Recorde-se que o ainda diretor do MNAA, António Filipe Pimentel, que anunciou há meses que ia pôr fim à sua comissão de serviço em junho próximo, ao fim de quase dez anos de trabalho, tem sido uma voz bastante crítica da forma como o Ministério da Cultura tem tratado aquele que é um dos mais importantes museus nacionais. No último sábado, em entrevista ao diário espanhol El País, não poupou críticas ao Governo e, sobretudo à ministra da Cultura, Graça Fonseca acusando-os de se demitirem de responsabilidades e queixando-se da falta de investimento.
O responsável afirma ao El País que o museu tem de funcionar com 67 trabalhadores (quando há 30 anos eram 167) e que "há vários meses "falta a luz nas escadas dos funcionários, que recorrem à lanterna dos telemóveis sempre que têm de a usar. "O museu não existe, é uma entidade administrativa", acusa.
Na mesma entrevista António Filipe Pimentel adianta que tem sido graças aos Amigos do Museu, que tem sido possível " organizar as exposições, os programas e todas as iniciativas" que têm vindo a acontecer e que "vai ser muito difícil chegar ao final deste mês com dignidade".
