É urgente classificar a casa onde Garrett nasceu no Porto, alerta Teatro Plástico

Casa onde nasceu Almeida Garrett fica na Rua Dr. Barbosa de Castro, na baixa portuense.
Foto. André Rolo
Companhia de teatro enviou pedido "urgente" à ministra da Cultura e diz que Dalila Rodrigues "não tem desculpa para não atuar". Imóvel na baixa portuense corre risco de ser transformado em hotel.
O diretor do Teatro Plástico enviou um pedido à ministra da Cultura, Dalila Rodrigues, para que atue com urgência na classificação de imóvel de interesse público do edifício no Porto onde nasceu o escritor Almeida Garrett.
"Mandámos o pedido à ministra e esperamos que classifique todo o imóvel. Acreditamos que o vá fazer. Não tem desculpa para não atuar, porque é um assunto que é da sua direta alçada", declarou Francisco Alves.
O diretor do Teatro Plástico considera ainda que o Ministério da Cultura deve intervir na compra e transformação da antiga casa de Almeida Garrett num "centro cultural dedicado a Garrett e ao Movimento Liberal do Porto".
Revelou ainda ter apresentado à Comissão de Toponímia da Câmara do Porto um pedido de alteração do nome da rua onde Garrett nasceu para Rua Almeida Garrett. Atualmente a rua chama-se Dr. Barbosa de Castro, explicou Francisco Alves.
Um grupo de cidadãos e artistas do Porto reuniu-se no domingo junto à casa onde nasceu Garrett, no centro histórico da cidade, em protesto contra a eventual transformação do imóvel em mais um hotel.
Em comunicado, a companhia portuense Teatro Plástico referia que na manifestação seria lançada uma petição exigindo a classificação e salvaguarda do edifício e a criação da Casa Garrett -- Casa Museu e centro de estudos garrettianos.
A tomada de posição surgiu na sequência da informação de que "o atual proprietário recebeu parecer positivo da Câmara do Porto a um Pedido de Informação Prévia para Licença de Obras de Edificação de Hotelaria (29 quartos) e Restaurante (51 lugares)".
Localizada no número 39 da Rua Dr. Barbosa de Castro, a casa onde nasceu Almeida Garrett "constitui o último e mais relevante testemunho urbanístico nacional da sua vida", considera a organização do protesto.
Na próxima semana, o Teatro Plástico vai avançar com "mais uma ação com impacto social", disse Francisco Alves.
