Gabriel Gomes: "Mudei a minha ótica sobre um homem sozinho a tocar acordeão em palco"

Gabriel Gomes: "Sentia a música mais como um diálogo do que um monólogo, mas o passar do tempo deu-me confiança"
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O fundador do grupo Sétima Legião apresenta o seu primeiro disco ao vivo na Casa da Música, no Portro, esta quarta-feira.
Foi um salto de fé: após 40 anos nos grupos Sétima Legião e Madredeus, o acordeonista Gabriel Gomes lançou em fevereiro o primeiro álbum a solo, "Uma história assim". Esta quarta-feira à noite, o disco é revelado num concerto ao vivo na Casa da Música.
"O público do Porto é genuíno, sempre gostei de muito tocar lá", disse ao JN. "Sinto que já conhecem bem o meu trabalho e quero agora levar-lhes este disco novo".
O álbum é inteiramente instrumental e nasceu de um repto de Rodrigo Leão. O músico e colega sabia que Gabriel compunha temas há anos, e encorajou-o a lançar as canções. "E eu dizia-lhe que estava bem assim, com outros músicos, sentia a música mais como um diálogo do que um monólogo. Mas o passar do tempo deu-me confiança para achar que era capaz".
O músico admite que hesitava a antecipar a reação do público a um "instrumental de acordeão menos popular e mais urbano".
Mas a dúvida foi-se dissipando e nos primeiros concertos, em Lisboa e na Guarda, extinguiu-se: "Fiquei feliz, as pessoas relatam-me as emoções e viagens que vivem com a minha música - e por isso mudei toda a minha ótica sobre um homem sozinho a tocar acordeão em palco".
