
O empoderamento de género chega até aos monstros: Jessie Buckley é "A noiva" num novo thriller gótico
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Maggie Gyllenhaal volta a dirigir a atriz Jessie Buckley: filme fantástico "A noiva" estreia esta quinta-feira.
Poucos dias antes de ser muito provavelmente consagrada com o Óscar de Melhor Atriz, pelo seu desempenho fenomenal em "Hamnet" (a cerimónia dos prémios americanos é dia 15 de março), Jessie Buckley dá uma nova "prenda" aos seus já muitos admiradores, com a estreia de "A noiva".
A atriz irlandesa, que conta também com uma carreira musical, tinha sido muito bem referenciada em "A filha perdida", estreia como realizadora de Maggie Gyllenhaal, que a volta a dirigir, mas agora numa personagem com outro tipo de exigências: uma variação do mito de Frankenstein, que Mary Shelley escreveu aos 18 anos - e, aceitando o desafio de Lord Byron numa chuvosa noite suíça, decerto nunca pensando que se iria tornar um dos títulos mais icónicos da literatura fantástica.
Publicado em 1818, o livro teria direito a uma primeira grande adaptação cinematográfica em 1931, realizada por James Whale e protagonizada por Boris Karloff, iniciando, com o "Drácula", de Tod Browning e Bela Lugosi, o grande ciclo de filmes de terror dos estúdios da Universal. É assim que, em 1935, o mesmo Whale realizaria outra obra-prima do género "A noiva de Frankenstein".
Pegando nessa filiação, estamos agora em Chicago, na década de 1930, onde um Frankenstein solitário pede a uma médica de métodos pouco convencionais que lhe crie uma companheira. A recolha cai numa jovem que acabara de ser assassinada, e a sua ressuscitação irá desencadear uma série de acontecimentos que cabe agora ao espetador descobrir na sala escura.
Entre cinema de ação, delírio fantástico, thriller gótico e crítica social, com fortes referências aos clássicos filmes de gangsters e com Christian Bale e Annette Bening capazes de acompanhar a trepidante performance de Jessie Buckley, o filme representa ainda o poder de Maggie Gyllenhaal nesta nova Hollywood. Há alguns anos, nunca um estúdio como a Warner Brothers aceitaria uma mulher à frente de um filme com esta dimensão.
