
HMB sobem esta sexta-feira à noite ao palco do Coliseu Porto para a festa dos 10 anos de carreira
Sara Matos / Global Imagens
A banda portuguesa celebra dez anos de carreira num concerto onde recordam alguns dos maiores sucessos de "A Primeira Década". Esta sexta-feira, às 22 horas, no Coliseu Porto.
Quando lançaram o primeiro disco eram uma banda de soul e funk, mas depressa perceberam que o R&B lhes tocava a alma. Hoje, os HMB (Héber Marques Band) assumem-se como uma fusão de ritmos diferentes entre o gospel, o jazz e o R&B com uma influência do pop dos anos 80 e das músicas que ouviam quando eram miúdos. "Passamos a incluir coisas que pusemos de lado no passado, e hoje somos identificados pela sonoridade e não pelo género", contou Héber Marques, o vocalista da banda, ao JN.
Os HMB surgiram de uma feliz coincidência, em 2007, mas muita coisa mudou desde então. "Todos nós temos o background de igreja, mas não foi na igreja que nos conhecemos. Eu conheci o Joel Silva, o baterista, num evento e nesse evento também conheci o Daniel Lima, teclista, que por sua vez tinha um projeto com o Fred, o guitarrista. O Joel, que é o membro mais novo do grupo, foi meu aluno de guitarra e depois eu pu-lo a tocar baixo e ele veio substituir o antigo baixista. Este grupo está formado desde 2009", esclareceu Héber.
E se antes aquilo que faziam era o resultado da criatividade, hoje existe uma preocupação acrescida na mensagem que querem passar para o público, cada uma tem um significado e umas vezes pode fazer sorrir e outras chorar. "O Héber de há 10 anos não teria intenção nenhuma, hoje em dia a minha preocupação chega na hora de materializar a canção porque fazemos questão de passar uma boa mensagem. Por exemplo, uma das nossas músicas que se tornou muito mediática vem de uma frase que a minha avó me dizia muitas vezes em criança "parece que andaste a chupar limão", que deu origem à música "Naptel Xulima", afirmou o artista.
A banda portuguesa que atua este sábado, no Coliseu Porto, com o espetáculo "A Primeira Década", para comemorar os 10 anos de carreira, revela que o sucesso se deve ao empenho e ao esforço do grupo. "Preparamo-nos para as coisas e acredito que se as pessoas vierem com o mesmo espírito que, para nós, é uma farra do início ao fim", concluiu o cantor e compositor da banda, que no próximo ano, pretende trazer novas parcerias, "sair mais da caixa", inovar e partilhar.
