
Huo Meng fala de "Living the Land - O Vento é Imparável", já nos cinemas
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Urso de Prata para Melhor Realização em Berlim, "Living the Land - O Vento é Imparável" revela-nos um novo autor no cinema chinês contemporâneo, Huo Meng. A história passa-se em 1991, no seio de uma família rural. Enquanto os mais velhos fogem para a cidade, em busca de trabalho, Chuang, de 10 anos, tem de permanecer com o resto da família. Uma obra impressionista, que segue os ciclos de vida através das estações do ano e que já podemos ver nos cinemas. O JN esteve à conversa com o realizador.
O que o levou a decidir situar esta história neste período e neste lugar específico?
Esse período deixou-me uma impressão muito profunda. Foi quando começámos a ver a China rural a tornar-se moderna, quando a tecnologia começou a chegar. Lembro-me muito bem da primeira vez que vi uma mota, ou que tivemos eletricidade na aldeia. E a televisão. Também me lembro da primeira vez que fiquei num hotel. Toda a gente estava entusiasmada. Durante milhares de anos, o modo de vida das pessoas não tinha mudado, dependiam da terra e do seu esforço físico para trabalhar e sustentar as suas famílias.
