
Joana Gama cruza música, cores, formas e cheiros no espetáculo "E as fliores?"
Foto: Diana Tinoco
Pianista bracarense Joana Gama leva o espetáculo infantojuvenil "E as flores?" ao Theatro Circo, este sábado.
O Theatro Circo de Braga abre as portas, às 11 e às 15 horas, a duas sessões do espetáculo "E as flores?", concebido e interpretado pela pianista e compositora bracarense Joana Gama, que nos últimos anos aventurou-se no mundo de criações relacionadas com a Natureza. As duas récitas decorrem este sábado.
Depois de "As árvores não têm pernas para andar" (2020) e de "Pássaros & cogumelos" (2022), este espetáculo marca o encerramento de uma trilogia, sobretudo vocacionada para o público infantojuvenil, que procura fazer com que a arte seja um modo de despertar cada um para aquilo que nos rodeia.
"Se há 10 anos me dissessem que iria estar agora a fazer espetáculos para crianças, provavelmente não acreditaria, mas esta trilogia é o resultado do percurso pessoal e profissional que tenho tido", admite ao JN Joana Gama, que concebeu "E as flores?" a partir de residências artísticas realizadas na Madeira e no Japão.
Com base nessas duas "experiências culturais únicas", onde teve a oportunidade de visitar jardins, conversar com os habitantes e ler sobre os locais e a flora, neste fecho da trilogia - "é mesmo o último", assegura -, a artista usa as flores como mote para abordar temas universais, baseando-se em "quatro palavras-chave: contemplação, impermanência, diversidade e entreajuda".
Convite à reflexão
Com um "toy piano" em palco, o espetáculo cruza música, cores, formas e cheiros, que Joana Gama usa para lançar um convite à reflexão, nomeadamente quanto à nossa relação com a Natureza, "que é acessível a todos e promove a igualdade".
É abordada também a relação das flores com os seus polinizadores e as estratégias das plantas para os atrair, explorando a entreajuda, que é essencial para a vida das plantas, mas também dos animais e dos humanos. "Na verdade, este é um espetáculo dirigido a todas as idades, embora haja uma forma de comunicação mais acessível e adaptada aos mais novos", adverte a criadora.
A música original está a cargo de João Godinho, tal como já tinha acontecido na restante trilogia, e o Estúdio Lavandaria é responsável pelas ilustrações exibidas ao longo da performance.

