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Cantor atua na emblemática sala de Lisboa em nome próprio esta quinta-feira, com um espetáculo 360º. O motivo é a apresentação do novo álbum, "Lá vem o sol", que promete levar ao Porto no início de 2026.
Passaram-se cinco anos desde que o cantor luso-sueco Filipe Karlsson se lançou nas edições a solo, com uma trilogia de EPs que se completa agora com "Lá vem o sol", luminoso primeiro álbum. O novo disco é mote para o concerto que marca a estreia do cantor e compositor, em nome próprio, na icónica sala do Coliseu dos Recreios, esta quinta-feira, com um espetáculo a 360º.
O concerto serve também como um primeiro balanço, ou celebração, de uma carreira ainda jovem mas marcante, onde as sonoridades pop por vezes a lembrar os anos 80, uma estética em perfeita combinação, e as letras positivas e de superação, se conjugam para criar um projeto sem paralelo em Portugal.
Ao JN, o cantor fala sobre o novo disco, que assume ser mais pessoal e introspetivo, apesar da leveza inerente e de um lado dançável. E leva-nos ao primeiro impulso da carreira, quando uma série de músicas escritas mesmo antes do início da pandemia, leves e alegres como é o seu apanágio, se tornaram conhecidas, em pleno confinamento. "Eu tinha escrito as músicas uns dois meses antes, sem sonhar obviamente o que ia acontecer. E quando veio a pandemia, decidi seguir em frente, lançá-las, e correu bem. Penso que o facto de falar sobre as "teorias do bem-estar" [nome do EP], de a música ser bem-disposta, tudo acabou por ter um efeito positivo", conta.
Para o cantor, que começou a tocar piano com oito anos e que "soube desde os 13" que queria ser artista - tendo passado pelos Zanibar Aliens antes de se lançar em nome próprio -, foi a muita música que ouviu ao crescer, em casa com os pais e o irmão mais velho, que moldou em parte a sua característica sonoridade. "As coisas dos anos 80 tinham uma sonoridade muito específica, eram uma mistura, o culminar de muita coisa, muita música nova. Até no sentido da gravação e da produção musical, das primeiras experiências já com os computadores", lembra, assumindo a influência dessa fase.
Na primavera deste ano, após concertos em palcos como o do Teatro Maria Matos, Casa da Música e Rock in Rio Lisboa, chegou então o primeiro álbum, um trabalho dividido em três partes, com cada canção acompanhada de uma componente visual própria. Sendo "fã" de EPs, o cantor confessa que ponderou lançar novamente estes temas numa trilogia, mas ao sentir que "havia um fio condutor", a edição em disco "fez mais sentido", garante.
A estreia em nome próprio no Coliseu de Lisboa, onde já atuou em festivais, esta quinta-feira é, assume, um momento marcante. "Acho que é das datas mais importantes da minha vida. O Coliseu dos Recreios é uma sala emblemática, onde desde muito pequenino vi tantas bandas, tantos artistas que admiro... E agora poder estar lá depois de cinco anos deste projeto, é inacreditável, estou muito feliz mesmo", confessa.
Sobre o espetáculo, Klarsson avança apenas que vai ter convidados, que estará lá "grande parte do meu reportório" e admite o entusiasmo por o palco ser no centro da sala, criando a experiência a 360º. Para o ano, "à partida em fevereiro", "Lá vem o sol" deverá, afiança o cantor, chegar também a uma sala do Porto.
