Estreia hoje, quinta-feira, nas salas portuguesas "Red - Perigosos", filme de acção em que a ironia é o tom principal. Os actores - com os consagrados Bruce Willis, Morgan Freeman, John Malkovich e Helen Mirren à cabeça - é que fazem a diferença.
Bruce Willis é a estrela, o filme parece ser mais um no género de acção e espionagem que tantos títulos tem dado nos últimos tempos. Mas há muito mais em "Red - Perigosos" para além dessa aparência. Acima de tudo, a obra não se leva muito a sério. É para distrair e parece que os primeiros a terem esse privilégio foram mesmo os actores.
Depois, o que dizer de um filme que, além de um Willis que continuará, de qualquer forma, a ter os seus seguidores, ainda nos propõe nomes como os de Morgan Freeman, sempre um prazer para os sentidos; John Malkovich, de quem se está sempre à espera de algo de diferente, ou Helen Mirren, uma das senhoras mais respeitadas do cinema contemporâneo?
Mas, então, "Red - Perigosos" não é um filme de acção e espionagem? É verdade. Mas numa versão geriátrica, sem desprimor ou sentido pejorativo. Na realidade, Bruce Willis, em torno de quem se centra a história do filme, é aqui Frank Moses, um antigo operacional da CIA, que vive agora uma existência quase idílica, gozando a merecida reforma. Até ao dia em que um assassino profissional o identifica como um RED...
Não se trata já aqui da velhinha "ameaça vermelha", que forneceu vilões a décadas de filmes americanos de acção e espionagem. RED significa, aqui, Retired Extremely Dangerous (Reformado Extremamente Perigoso). O melhor que Frank tem a fazer é reunir o seu antigo grupo de operacionais e ir à luta. Entre eles, encontram-se um velho camarada às portas da morte (Freeman), um génio excêntrico (Malkovich) e uma sedutora ainda na posse de muitos dos seus encantos (Mirren).
