
Daniel Herskedal Trio, coletivo nórdico que vaia presentar-se ao vivo em Portugal após o adiamento forçado do ano passado
Foto: Direitos Reservados
O Loulé Jazz assinala 30 anos e ocupa, de 25 a 27 de julho, o Castelo de Loulé, com nomes como o Daniel Herskedal Trio, Kurt Rosenwinkel ou Eduardo Cardinho no cartaz. Mário Laginha, diretor artístico, fala ao JN dos destaques e de um entusiasmo reforçado, em ano de celebração.
Nascido em 1995, o mais antigo festival de música do Algarve está a assinalar 30 anos, e fá-lo na essência que o desenhou: levar a cultura a mais público, exortar a música, celebrar a diversidade, incluindo a que vive dentro de um mesmo género.
Pelos últimos anos de Loulé Jazz, já passaram artistas portugueses como Bernardo Sassetti, Carlos Bica, Júlio Resende, Maria João ou Susana Santos Silva, e nomes internacionais marcantes do nosso tempo, de Brad Meldhau a Chick Corea, de Esperanza Spalding a Herbie Hancock ou Pat Metheny.
Este ano, no Castelo de Loulé, o primeiro dia do Festival, 25 de julho, é marcado por duas estreias: primeiro, do Daniel Herskedal Trio, coletivo nórdico que se apresenta finalmente ao vivo em Portugal, após o adiamento forçado do ano passado devido a uma intempérie de verão - um conjunto de Tuba, Piano e Percussão particularmente invulgar e amplamente consagrado. Segue-se Afonso Pais, um dos grandes guitarristas da sua geração, que estreia ao vivo o seu novo Quinteto.
No sábado, 26 de julho, o aclamado baterista Alexandre Frazão apresenta o seu disco de estreia, "Quintessência", e o segundo dia do Loulé Jazz 2025 termina com dois nomes maiores do jazz internacional: o guitarrista Kurt Rosenwinkel sobe ao palco do Castelo em duo com o pianista Gerald Clayton, várias vezes nomeado para os prémios Grammy.
A edição deste ano encerra no dia 27 com o vibrafonista Eduardo Cardinho a apresentar "Not far from paradise", trabalho vencedor do prémio de Álbum Jazz do Ano nos Prémios Play.
Para o músico, ao delinear a programação, há sempre uma ideia simples e primordial: "escolher bons músicos e boa música. Temos em conta a originalidade, qualidade e identidade dos projetos", frisa.
Depois, "queremos apresentar músicos de países e culturas diferentes e fazemos questão que haja sempre, forçosamente, músicos portugueses. E é preciso conjugar tudo isto com a disponibilidade de agenda dos artistas e a capacidade financeira do festival. É um trabalho não isento de percalços, mas sempre muito apaixonante", salienta.
Para quem, como Laginha, tem ligações familiares a Loulé, ver esta cidade ser berço de um dos mais relevantes eventos de jazz nacionais, "é uma honra e um privilégio". "Não há nada, com este tipo de dimensão, que não seja fruto de um trabalho e de uma dedicação de um grande número de pessoas. Ser parte desse coletivo é uma alegria enorme e liga-me ainda mais a esta cidade".
Quanto às expetativas para esta edição, "queremos sempre que seja um público numeroso, e desta vez temos um aniversário para festejar, o que só aumenta o entusiasmo. Temos a certeza de que essa energia estará no ar e que as pessoas vão sair de lá com o sentimento de que participaram de uma celebração - que não é só do Loulé Jazz, mas da música em geral. Queremos que sintam que esta partilha valeu a pena", conclui.
Os bilhetes para o Loulé Jazz 2025 continuam à venda, com os passes diários a custar 12 euros e o geral de três dias 24 euros.
