
Michael Keaton regressa à sua personagem mais louca, 36 anos depois da estreia de "Beetlejuice".
Foto: D.R.
Tim Burton e Michael Keaton recuperam a personagem de 1988 no novo “Beetlejuice Beetlejuice”, que estreia esta quinta-feira nos cinemas.
Quem não viu o primeiro filme na altura não se aperceberá hoje do impacto e da importância que teve, em 1988, “Beetlejuice”, que em português se chamou “Os fantasmas divertem-se”.
O filme levava a assinatura de Tim Burton que, até então, fizera curtas-metragens, geniais mas recuperadas apenas mais tarde, episódios de televisão e um filme relativamente menor com a personagem de Pee-wee Herman.
Foi realmente o sucesso desse primeiro “Beetlejuice” para um período de dez anos de imensa criatividade, onde fez, “apenas”, filmes como “Batman” e “Batman regressa”, “Eduardo mãos de tesoura”, “Ed Wood”, “Marte ataca!”, “A lenda do cavaleiro sem cabeça”.
O filme revelava também génio humorístico, mas sobretudo o portentoso ator que podia ser Michael Keaton que, depois de uma carreira na TV, andava há meia dúzia de anos a fazer de secundário em comédias que pouco ficariam na memória. Depois, fez os dois “Batman”, arrancando para um período de glória, recuperado mais tarde por Iñarritu no soberbo “Birdman”.
Se Tim Burton, muito por culpa própria, andava um pouco arredado dos fãs que o tornaram um grande cineasta de culto, Michael Keaton também merecia este regresso. Não interessa muito a forma como se engendrou a possibilidade de sequela – basta, afinal, invocar três vezes Beetlejuice para ele aparecer.
E o fantasma está em forma. Divertido e de novo com capacidade para nos divertir. Inconveniente, espalhafatoso e incorreto. Como todos gostaríamos de o ser, pelo menos uma (ou outra) vez na vida. Vem acompanhado, no filme, por outras caras que ressurgem, 36 anos depois, como Winona Ryder e Catherine O’Hara.
Jenna Ortega, Monica Bellucci e Willem Dafoe juntam-se à festa. Aliás, um festim de monstros e monstrinhos, saídos da transbordante imaginação de Burton. Que bom é tê-lo de volta.
