
Presidentes e personalidades de todo o mundo lamentam a morte do escritor colombiano Gabriel García Márquez num adeus a um dos mais importantes autores da América Latina.
O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, qualificou García Márquez como "o maior colombiano de todos os tempos", considerando que "os gigantes nunca morrem".
A cantora colombiana Shakira disse que "Gabo", como o escritor era carinhosamente chamado, será lembrado como "um presente singular e único e como a história mais original de todas".
"É difícil dizer-te adeus, com tudo o que nos deste. Estarás sempre no meu coração e no daqueles que te amaram e admiraram", disse a cantora.
O também cantor colombiano Juanes considerou que "o maior de todos partiu, mas fica a sua lenda imortal".
O escritor José Eduardo Agualusa apontou Gabriel García Márquez como "uma referência muito importante" para os escritores da sua geração e "alguém que tinha muito de africano".
A escritora chilena Isabel Allende manifestou uma "pena imensa" pela morte do escritor colombiano, sublinhando que a sua obra "é imortal". Disse ainda, numa conferência de imprensa no Instituto Cervantes de Nova Iorque, que García Márquez "era um maestro para todos", e que todos os escritores latino-americanos contemporâneos foram influenciados pela sua obra. "Não sou amiga dele, mas a sua obra é minha amiga", acrescentou.
O presidente do Equador, Rafael Correa, enviou as condolências pela morte de Gabriel García Márquez, considerando que o mundo vai ter "anos de solidão" com o desaparecimento do escritor colombiano.
O primeiro-ministro de Espanha classificou García Márquez como autor "imprescindível e mais universal da literatura em espanhol da segunda metade do século XX". Para Mariano Rajoy, A sua obra, "espelho da alma latino-americana e do hispanismo", deu lugar a "uma linguagem universal que influenciou várias gerações de escritores de todas as línguas e em literaturas distantes", comentou Rajoy.
O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, destacou o escritor como "uma voz da América Latina e do mundo". Num comunicado, em que envia as suas condolências à família do Prémio Nobel da Literatura, Durão Barroso sublinha: "A sua imaginação fez-nos mais ricos e a sua morte fez-nos mais pobres. A sua obra perdurará".
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, lamentou a morte de um dos seus escritores preferidos. "Com a morte do autor Gabriel García Márquez, o mundo perdeu um dos maiores e mais visionários escritores, um dos meus preferidos desde que eu era jovem", afirmou
Obama sublinhou que teve "o privilégio" de conhecê-lo pessoalmente, em abril de 2009, num jantar promovido pelo ex-presidente mexicano Felipe Calderón. Na ocasião, recebeu das mãos de García Márquez uma cópia dedicada de "Cem Anos de Solidão", uma obra que o chefe da Casa Branca classifica como "um clássico do nosso tempo".
O ex-presidente norte-americano Bill Clinton manifestou "tristeza" pela morte de García Márquez, referindo que desde que leu "Cem anos de solidão", há mais de 40 anos, sempre ficou "assombrado" pela "imaginação, clareza de pensamento e honestidade emocional" do escritor.
"Ele sempre soube captar a dor e a alegria da humanidade em cenários tanto reais como imaginários. Tive a honra de ser seu amigo e de conhecer o seu grande coração e mente brilhante por mais de 20 anos", disse Clinton.
O escritor colombiano e Nobel da Literatura Gabriel García Márquez morreu, esta quinta-feira, na Cidade do México, aos 87 anos.
