
Os Reis Magos atravessam os nossos museus como figuras em trânsito, viajantes eternos entre o visível e o invisível
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"Adoração dos Reis Magos" é das cenas mais reproduzidas na pintura portuguesa e está amplamente representada nos museus nacionais.
Na Noite de Reis, celebrada esta segunda-feira quando o calendário abranda e a luz parece mais baixa, é tempo de voltar os olhos para uma das cenas mais repetidas - e talvez mais silenciosamente densas - da arte sacra: a "Adoração dos Reis Magos". Belchior, Gaspar e Baltazar chegam sempre depois. Vêm de longe, trazem presentes, inclinam-se. Não pedem nada. Há qualquer coisa de profundamente humano neste gesto de quem percorre o mundo para se deter diante de um menino.
