
Tudo a postos para o início do festival
Foto: Rui Manuel Fonseca
Vilar de Mouros arranca hoje com programa gratuito e aberto a todos. Amália Hoje, Delfins e GNR em destaque. Organizador Paulo Ventura sublinha ambiente "como nenhum outro"..
“Desde 2016, ano em que o Vilar de Mouros regressou à anualidade depois de quase dez anos de interrupção, tem sido uma luta interessante e desafiante vir a crescer constantemente”. Este é o balanço feito por Paulo Ventura, organizador do certame. Esta noite, procura alcançar mais uma meta “interessante e desafiante”: ter um dia histórico neste primeiro dia da edição de 2024. Totalmente gratuito e sem necessidade de bilhete. Basta entrar e aproveitar o programa em português.
O grande entusiasmo - ou pelo menos a curiosidade - deverá residir em Amália Hoje. O grupo de Nuno Gonçalves, Sónia Tavares, Paulo Praça e Fernando Ribeiro (que subirá mais uma vez a este mesmo palco junto ao rio Coura amanhã, como parte dos Moonspell), regressou ao ativo este ano, depois de anos de desaparecimento. Depois do álbum lançado em 2009, voltaram ao estúdio para apresentar há poucos meses um novo single, “Fado Amália” (que terá presença obrigatório na setlist desta noite). Junho marcou o retorno aos palcos, mas será Vilar de Mouros a maior plataforma. Uma aposta sempre ganha, pelo menos no que à interação do público diz respeito, são os GNR e os Delfins. Estes últimos encerrarão a noite com um concerto que deverá ser de retrospetiva, à semelhança da celebração dos 40 anos de existência que recentemente fizeram na MEO Arena, em Lisboa.
Talento local
Ainda com o sol a raiar, estará hoje em palco The Legendary Tigerman. Um artista assíduo dos certames minhotos, regressa a Vilar de Mouros depois de um emotivo concerto em 2022. Nesse ano, atuara horas depois de ter conhecimento da morte do seu amigo Afonso Macedo - tendo levado o público a sentir as dores que então sentia, numa simbiose difícil de repetir.
Pelas 19 horas, o espaço é dado ao talento local, estando o grande palco reservado para os Fogo Frio, uma banda de rock original de Caminha, com redes sociais, um single e uma promoção a aguardar o espaço do Vilar de Mouros para dar o salto.
Entre esta quinta-feira e sábado, o festival volta ao sistema de bilhética, esperando-se nomes como The Cult e Soulfy no dia 22; Die Antwoord e o segundo ano consecutivo de Ornatos Violeta no dia 23; e o encerramento com The Darkness, The Libertines e The Waterboys.
Cartaz de “topo”
Para Paulo Ventura, organizador do certame, “desde o regresso do festival, este é seguramente um cartaz para estar no top 3”, mesmo com as peripécias de última hora. “Foi tarde. Gostava que fosse mais cedo. Tivemos contratempos. Mas, no final temos um bom cartaz e, como sempre, o ambiente como nenhum outro.” Apesar da confiança nos nomes apresentados, Ventura acredita que será difícil repetir a enchente no ano passado aquando da presença de James.
Em conferência de imprensa, o Presidente da Junta de Freguesia de Vilar de Mouros, Carlos Alves, destacou o momento “forte, coeso e vivo” que o festival vive e o longo percurso até aqui percorrido, “desde que em 1996 deu um passo importante para a revitalização”. Já Rui Lajes, Presidente da Câmara Municipal de Caminha, destaca o ambiente. “O nosso festival vive de grande amizade, muitas vivências, muita história e é isto que desperta o interesse para que os festivaleiros venham.”
Programa
Quarta-feira
19h00 Fogo Frio
20h15 The Legendary Tigerman
21h45 GNR
23h15 Amália Hoje
1h00 Delfins
Quinta-feira
18h00 RAMP
19h30 Moonspell
21h00 Soulfly
22h30 Xutos& Pontapés
00h10 The Cult
Sexta-feira
18h30 Sulfur Giant
19h45 Capitão Fausto
21h15 Crystal Fighters
22h45 Ornatos Violeta
00h30 Die Antwoord
Sábado
18h30 Vapors of Morphine
19h45 David Fonseca
21h15 The Waterboys
23h00 The Libertines
00h45 The Darkness

