
Escultor Paulo Neves dá uma nova vida a árvores destruídas pelos incêndios
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Patente até final de setembro em Serralves, a exposição "O tempo das árvores", de Paulo Neves, é uma celebração ao valor da arte e da vida.
São peças aparentemente disformes, muito distantes dos ideais artísticos mais conservadores, mas que representam o que o artista plástico Paulo Neves pretendeu transmitir: a passagem do tempo.
"O tempo das árvores" é precisamente o título da exposição que pode ser visitada até ao final de setembro no Parque de Serralves.
Durante mais de um ano, o escultor trilhou muitos quilómetros em Trás-os-Montes ou em Oliveira de Azeméis, recolhendo árvores que tombaram após os incêndios. Dessas árvores desmembradas ou calcinadas, aproveitou troncos negros, cortados às rodelas, ou ramos bruxuleantes que podem agora ser contemplados num outro espaço natural, no caso pulsante de vida.
Os carvalhos, os castanheiros ou os choupos adquirem, assim, uma nova função, próxima dos caminhos da arte, numa exposição que pode ser vista também como uma reafirmação dos valores da vida e da necessidade de um eterno recomeço.
Além do parque, há peças escultóricas expostas nos antigos celeiros e adega.

