
Rushdie, de 77 anos, ficou com sequelas permanentes depois do brutal ataque de que foi vítima em agosto de 2022
Tobias Scwarz / AFP
A decorrer desde o início da semana num tribunal de Nova Iorque, o julgamento do homem que tentou assassinar Salman Rushide deverá contar com o testemunho do escritor.
Dois anos e meio depois, o escritor britânico-americano de origem indiana deverá estar frente a frente com o homem responsável pelo brutal ataque que quase lhe tirou a vida durante um encontro literário no oeste do estado de Nova Iorque.
Rushdie, de 77 anos, acedeu em testemunhar no processo contra Hadi Matar, 27 anos, o libanês nascido nos EUA que é acusado de tê-lo esfaqueado uma dezena de vezes no pescoço, no estômago, no peito, na mão e no olho direito, deixando-o parcialmente cego e com lesões permanentes numa mão.
O primeiro dia do julgamento ficou marcado pelo apelo do arguido para a libertação da Palestina. A defesa de Matar tem enfrentado dificuldades acrescidas pelo facto de o advogado Nathaniel Barone ter sido hospitalizado com uma doença não revelada e não poder comparecer no início do julgamento. O juiz David Foley recusou um pedido da defesa para adiar as declarações de abertura, dando instruções a um associado de Barone para assumir essa função.
Assim que os depoimentos se iniciarem, prevê-se que o julgamento tenha a duração de duas semanas. Os jurados, escolhidos na semana passada, serão confrontados com vídeos e fotografias do dia do ataque, que apenas terminou depois de os espectadores terem dominado o suspeito, segurando-o até à chegada da polícia.

