
Keane reuniram uma enchente
Carlos Carneiro/Global Imagens
Keane vieram ao Porto celebrar 20 anos e, segundo dados da organização do North Festival, 30 mil festivaleiros quiseram participar na festa apesar da chuva.
O concerto dos Keane ao vivo foi uma experiência musical envolvente e emocionalmente carregada. A banda britânica, que tem como marca de água as suas melodias melancólicas e letras introspectivas, traz para o palco uma energia única que cativou o público de Serralves desde o primeiro acorde. O vocalista Tom Chaplin, com a sua voz emotiva, é uma presença magnética, interagindo com a plateia e transmitindo a profundidade das canções de forma visceral, recheado de maneirismos.
Ao vivo, os Keane são acompanhados por uma produção de alta qualidade, com iluminação e som que complementam perfeitamente a atmosfera das músicas. O pianista Tim Rice-Oxley, cujas composições são o coração do som da banda, cria paisagens sonoras ricas e complexas. Jesse Quin no baixo e Richard Hughes na bateria completam a formação, garantindo uma base rítmica sólida e dinâmica.
Os grandes sucessos como "Somewhere Only We Know," "Everybody's Changing," e "Is It Any Wonder?" além de faixas de álbuns mais recentes, proporcionaram uma viagem através da carreira da banda. A emoção que permeia as performances ao vivo é palpável, especialmente em canções mais lentas e introspectivas, onde a vulnerabilidade nas letras é acentuada pela entrega de Chaplin.
Por isso mesmo os fãs cantaram todas as letras, criando um sentido de comunidade e partilha, como pedia o vocalista "soltem o Freddie Mercury que há em vocês". Esta interação é frequentemente destacada pela banda, que valoriza muito a resposta e o apoio dos fãs. Momentos de conversa entre as músicas revelam uma banda grata, ainda que recheada de lugares comuns como "estamos super felizes de estar no Porto".
O concerto dos Keane ao vivo é uma "experiência inesquecível" garantia um adolescente do público. A qualidade musical, a profundidade emocional das performances e a forte conexão entre a banda e o público, sobretudo nos momentos em que os telemóveis estão todos no ar, torna-se numa forte celebração da música e das histórias que ela conta. Um encontro onde a melancolia e a euforia ressoam.

