
A Garota Não atua no dia 28 de fevereiro
Foto: Adelino Meireles
Festival Sons de Vez marca 24.ª edição com cartaz de luxo, a incluir Delfins e Carlão. Arranca sábado, com Tiago Bettencourt.
É um festival que se assume como "um espelho do que tem sido a música portuguesa ao longo dos anos". As palavras são de Nuno Soares, diretor do Sons de Vez, que regressa à Casa das Artes de Arcos de Valdevez, já a partir de amanhã. Entre 7 de fevereiro e 28 de março, durante oito sábados, 14 artistas passam por um evento "histórico", por ser um dos primeiros no género.
Delfins, Carlão, A Garota Não, Best Youth e Milhanas são alguns dos nomes que compõem a edição deste ano do Sons de Vez, a 24.ª - quase à beira do quarto de século, cujo capítulo especial se assinala em 2027 e que, segundo Nuno Soares, está já a ser preparado.
Por agora, a abertura do Sons de Vez 2026 acontece no sábado, com o regresso de Tiago Bettencourt à Casa das Artes, com novo disco, "Foz", para apresentar. Na primeira parte, Rui Fernandes apresenta viola tradicional, em formato quarteto.
Segundo o diretor do festival, este primeiro concerto está quase esgotado, avizinhando-se mais uma edição de sucesso, num festival que já acolheu no total mais de 250 projetos, entre emergentes e consolidados - assistindo por vezes à metamorfose de um para outro, destaca o diretor, dando o exemplo de Paulo Furtado, que se terá primeiro estreado em Arcos de Valdevez.
O responsável reitera ainda que, a cada ano, há uma aposta em diversificar em estilos e gerações, "sendo ainda de destacar uma forte presença de artistas femininas, que se volta este ano a verificar".
Muita variedade até março
Em fevereiro, fica assim por ver os Retimbrar, no dia 14, com a primeira parte a cargo do Homem em Catarse - que em 2026 assinala dez anos de carreira, com a reedição de "Guarda-Rios". No dia 21, o espetáculo é no feminino, com Milhanas e Daniela Galhoz; tal como a 28, com espaço para Cátia Oliveira e o seu "alterego" A Garota Não, antecedida por um nome histórico norte-americano: Amy Rigby, pela primeira vez em Portugal, convidada especial e uma figura de culto da cena underground/indie.
Em março, sobem ao palco da Casa das Artes mais seis projetos musicais: no dia 7, Carlão, a 14 de março, os Paus e Monchmonch, no dia 21, Best Youth e Ardours, e na última noite desta edição, 28 de março, os históricos Delfins.
Todos os concertos estão agendados para as 22 horas e, à semelhança de anos anteriores, estarão patentes no foyer da Casa das Artes as fotos mais marcantes de 2025. Os bilhetes oscilam entre os 10€ e os 12€ e ficam disponíveis para compra apenas no primeiro dia útil da semana de cada espetáculo.
