
The xx, banda britânica
Forto: Direitos Reservados
Reedição dos primeiros discos da banda antecipa um dos regressos de 2026.
Aos primeiros acordes de "Intro", tema inicial do álbum de estreia dos britânicos The xx, sabíamos: estávamos perante algo diferente, novo, com tanto de elaborada elegância como de puro minimalismo. Íntimo, noturno, a canícula do verão e a melancolia do inverno, combinados num som. O ano era 2009, tudo parecia (e estava) diferente, e esta era só a primeira música - um curto instrumental, que se tornaria, tal como o disco, num símbolo da quintessência do indie pop nostálgico dos anos 2000.
Romy Madley Croft, Oliver Sim e Jamie Smith - os dois primeiros conheceram-se no jardim de infância, Jamie juntou-se com 11 anos - na altura com a teclista Baria Qureshi que viria a sair, conseguiram no primeiro disco o que poucos alcançam numa carreira: uma sonoridade própria, marcada por batidas suaves, eletrónica, indie e soul entrançados, vozes sussurradas, a produção, de Rodaidh McDonald, exímia e minuciosa, mas com espaços, com espaço. Temas como "Crystalised", "Shelter" e "Islands" tornaram-se clássicos instantâneos e bastaram semanas para vir o sucesso comercial, topos das tabelas, críticos rendidos, prémios como o Mercury, as digressões.
De forma suave e discreta, como eles próprios, os The xx marcaram parte de uma geração, criaram as suas carreiras a solo, mas não editam como tal desde 2017 (com o 3º "I see you"). Em 2026, o trio está de volta e vem aí novo disco, tudo indica que este ano, bem como um regresso às digressões por enquanto limitado, mas que inclui uma passagem por Portugal, no Primavera Sound Porto.
Enquanto se espera pelo futuro, mergulha-se no passado e, depois de uma edição de luxo há meses, a editora Young reedita em CD os primeiros álbuns do trio maravilha, "xx" de 2009 e "Coexist" de 2012: ambos discos que chegaram ao nr. 1 das tabelas em Portugal, álbuns-ateliers de canções para viajar e reviver no Porto, a 11 de junho.
Discos: "xx" e "Coexist"
Editora: Young
