
Concertos em Lisboa encerram digressão europeia de Travis Scott
Carlos Pimentel/Global Imagens
Um mar de público em tronco nu, suor e energia no ar. Depois de quase duas horas de música e pirotecnia havia fumo branco na sala e corpos estafados das “moshs” à saída do concerto de Travis Scott, na Meo Arena. Este sábado e domingo há mais.
As saídas de pirotecnia foram aumentando ao longo do concerto. O que foi uma entrada apoteótica de Travis Scott, no palco da Meo Arena, nesta sexta-feira, ao som “Hyaena”, foi subindo de intensidade e cor à medida que o concerto de duas horas do rapper norte-americano decorria. Na tão desejada música “Fe!n”, entoada pelo menos seis vezes, já o fogo de artifício era amarelo e vermelho e partia de todo o lado - do longo palco estreito e rochoso, no topo e até no teto -, numa onda súbita de calor e para loucura dos fãs. Estes, enérgicos, saltavam ora a a um só compasso, numa massa humana de tronco nu e suor com t-shirts a rodopiarem ao alto, ora em amplas “mosh” semi organizadas a terem lugar na plateia.
Travis Scott, de 33 anos, jogou com a luz, com o fogo, com os pulos, chamou fãs ao palco e deu boas e más notícias. A má é que “este é o último da digressão europeia, a boa é que temos três noites aqui. Eu sei que a rage (raiva) esta aqui! Raaageee!” E o público exultou.
Durante o concerto, que teve honras de abertura com o rapper e compositor sueco Yung Lean, o produtor norte-americano confiou às vozes de cerca de 20 mil pessoas trechos de novidades e clássicos como “I Know?”, “90210”, “Sicko Mode” e “Goosebumps” e a audiência não desafinou, nem desalinhou. Uma noite enérgica que promete ganhar nova versão neste sábado, 3 de agosto, e neste domingo, 4.
Fãs equiparam-se a rigor para o "embate"
Roupas práticas, bolsos fechados, poucos acessórios e muita agua para fazer frente à energia e aos empurrões que esperam do concerto. Os fás vêm com um cuidado muito especial, o de não caírem ao chão e o de vibrarem ilesos.
A polícia revelou não ter tomado medidas de excecionalidade por ser um concerto desta natureza enérgica, mas explicou, ainda fora da Meo Arena, que havia policiamento fora, mas também “à paisana", dentro do recinto aquando do espetáculo.
Recorde-se que, por cada bilhete vendido, um euro será doado à organização norte-americana sem fins lucrativos Cactus Jack Foundation cuja missão é apoiar os jovens de Houston através de campanhas de angariação de brinquedos, programas de bolsas de estudo para estudantes universitários e cobrir despesas relacionadas à educação e projetos criativos.
Esta é a terceira vez que o rapper, que já produziu para nomes como Kanye West, Rihanna ou Drake, vem a Portugal, tendo-se estreado em território nacional em 2018, numa atuação no Super Bock Super Rock, em Lisboa, e no verão de 2023, no festival Rolling Loud, em Portimão.

