
Rock no Rio Febras é um dos grandes destaques do fim de semana
Miguel Pereira
A cultura grande, que faz vibrar as multidões, atravessa Portugal de norte a sul nestes dias. No norte, o rock gratuito no Febras reafirma a festa como resistência comunitária, no sul voam vozes do mundo de todos os cantos em Sines. Mas ainda resta muito por ver estes dias.
São dias que mesclam o íntimo e o grandioso: o pulsar do rock junto ao rio, os ritmos globais no Alentejo, o diálogo serrano entre som e natureza. Uma coreografia dispersa que aqui se reúne, e que permite aos sentidos viajar pela liberdade sonora, pela criação local e pela memória coletiva. É o país inteiro a respirar cultura — ao ritmo do mundo e da sua liberdade.
Rock no Rio Febras (Guimarães, margens do Rio Febras)
Sexta e sábado o festival mantém‑se como uma das propostas rock mais autênticas de Portugal, agora como Rock NO Rio Febras, de entrada gratuita. Entre o cartaz já anunciado estão os norte‑americanos The Dandy Warhols e os portugueses José Pinhal – Post Mortem Experience, num palco rural à margem do rio. O evento decorre em Briteiros São Salvador com possibilidade de campismo e caravana, e toda a receita reverte para a Casa do Povo local .
Festival Extremo (Falperra — Braga / Guimarães)
No dia 26, sábado, os caminhos sobem à Falperra: ali, sobre o granito antigo, desenha‑se o Festival Extremo, cruzando som e arte com paisagem e silêncio arrestado. A serra é palco e moldura ao mesmo tempo, para uma experiência plural que ecoa em cada eco de rocha e canto de ave— A paisagem da Falperra serve de palco ao Extremo Festival, que cruza música, arte e natureza num cenário que combina concertos e instalações artísticas em meio à serra. Uma proposta que dialoga com o território e oferece experiência imersiva em pleno Norte de Portugal .
FMM Sines – Festival Músicas do Mundo (Sines e Porto Covo, Alentejo)
A 25.ª edição do FMM Sines, entre 18 e 26 de julho, com mais de 60% dos concertos de entrada livre e ambiente multicultural é uma das grandes propostas. Esta sexta-feira sobem ao palco do Castelo nomes como Luca Argel e Nação Zumbi; no sábado seguem-se outras atuações nacionais e internacionais. Representantes de 35 países trazem à costa alentejana propostas que vão do samba brasileiro ao canto sufi da Palestina, com mais de 48 concertos distribuídos pelos palcos de Porto Covo e Sines
Vilarelhos- dias dedicados à poesia
A partir desta sexta e até domingo, a aldeia de Vilarelhos, em Alfândega da Fé, acolhe o PAN Vilarelhos – Encontro e Festival Transfronteiriço de Poesia, Património e Arte de Vanguarda em Meio Rural. O evento especial celebra a poesia como força viva de criação e encontro entre culturas, com um programa diversificado que une literatura, arte e comunidade. A abertura decorre hoje, às 15.30 horas, na Casa do Alpendre, seguida de visita às exposições. Às 17.30 horas, na Escola Primária de Vilarelhos, realiza-se uma sessão de apresentação de livros de poesia, coordenada por António Sá Gué e Francisco Lopes, com obras de diversos autores de Portugal e Espanha.Já à noite, às 21.30 horas, o projeto “Vilarelhos – Aldeia da Poesia” propõe um percurso urbano pelas placas poéticas colocadas nas ruas da aldeia, numa celebração coletiva da palavra e da memória, envolvendo poetas como Catarina Gaspar, Izidro Alves e Virgínia Morais.
Lisboa-Festival de performance Precárias
O festival de performance Precárias III já rrancou, em Lisboa, sob o tema “Corpas brincantes”, convidando “à reinvenção da infância como território de liberdade e imaginação”, no Espaço Alkantara e no Rua das Gaivotas 6.Na terceira edição, o Precárias “mantém uma curadoria afetiva e atenta às urgências de quem cria a partir da margem”, e adota um tema que é “um convite a explorar a infância nas suas múltiplas possibilidades, repensando o futuro e criando espaços de diálogo e troca”. Ao longo dos três dias, está montado “um espaço de desprogramação (Jardim das Descoisas) para brincarem crianças de todas as idades”. O espaço “lúdico brincante”, para mostrar “que a vida imita a arte”, é um projeto da artista Agatha Cigarra, “baseado em ações lúdicas envolvendo crianças dos zero aos 89 anos, que mexem com o imaginário criativo e ‘desposturiza’ as ‘adultices’”. O acesso ao Jardim das Descoisas é livre.

