Adolfo Luxúria Canibal, líder dos Mão Morta, defende-se das críticas ao mais recente vídeo da banda dizendo que o filme que protagoniza "está longe de ser um incentivo ao que quer que seja".
Mas a verdade é que as imagens parecem contrariar tudo isso, já que o vocalista surge de revólver em punho a disparar contra várias pessoas (entre elas, políticos) em frente a cenários diversos, como o BPN, o Palácio de Belém, o Campus da Justiça...
O vídeo serviu de pré-apresentação do novo álbum da banda, a lançar na próxima segunda-feira, "Pelo meu relógio são horas de matar".
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Adolfo Luxúria Canibal não nega a relação do que consta no novo álbum com a realidade atual do país, mas também sublinha a importância da ficção como forma de dar resposta a algumas questões.
No vídeo, a crítica da banda à realidade do país não se fica pelas mortes figuradas. Ao longo de três minutos e meio, com Adolfo Luxúria Canibal a declamar o texto, constam inúmeras imagens de protestos ao longo dos anos contra os vários governos que têm estado à frente dos destinos de Portugal. E é com base em todo este apelo à violência que as críticas têm vindo a subir de tom, questionando se este é um apelo à violência. Ao que o visado responde que "esta não deixa de ser uma obra ficcional, vazia de expectativas a esse nível".
