
Vivian Qu falou ao JN sobre "Girls on Fire", já nas salas de cinema
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Uma mãe solteira tem de escapar às garras da máfia da droga, após matar um traficante, e a sua única salvação é uma prima que trabalha como dupla numa produtora de filmes de ação. Escrito e realizado por Vivien Qu, "Girls on Fire" estreou mundialmente na competição de Berlim e chega agora às salas de cinema portuguesas, revelando-nos os bastidores dos filmes de ação Made in China, onde atores e atrizes parecem voar, mas estão afinal seguros por cabos que são depois eliminados por efeitos especiais. Foi por aí que começámos a conversa com Vivian Hu.
Para os cinéfilos e apaixonados desse género de filmes, o que mais impressiona é a descrição de como se fazem as cenas de ação.
Nunca tinha trabalhado neste tipo de cenas, mas como a personagem é uma dupla de cenas perigosas, tive um coreógrafo de ação. E falámos sobre como queríamos retratar uma rapariga que faz este trabalho. Eu não queria movimentos muito formatados. O que eu queria retratar era mais os bastidores. Queria ouvir o atrito e sentir a tensão do cabo, o frio da água, todas as coisas associadas ao trabalho de duplo. Tentei filmar esses detalhes e garantir que fossem mais do que apenas um movimento bonito ou espetacular.
