Desidratação e o caso de Ivete Sangalo. Médica revela perigos de uma condição que pode acontecer em poucas horas

Ivete Sangalo, cantora brasileira
Foto: Álvaro Isidoro / Arquivo
É possível desidratar em poucas horas e o caso inspira cuidados, podendo levar à morte. O caso da cantora brasileira Ivete Sangalo deve fazer soar os alertas e médica especialista revela sinais a que todos devemos estar atentos antes de que o pior aconteça.
A cantora brasileira Ivete Sangalo revelou, nas suas redes sociais, que foi hospitalizada de urgência após ter sofrido um desmaio em casa. Uma situação que provocou feridas no rosto devido à queda, e tudo tendo por base um quadro súbito de desidratação severa.
À Delas.pt, médica Alexandra Malheiro lembra que é possível ficar neste estado de saúde absolutamente debilitado em "poucas horas", devendo todos os sinais serem levados a sério. "O primeiro é a sede, que é, precisamente, um alerta que nos conduz a ingerir líquidos", afirma a especialista em medicina interna. "Em situação de desidratação importante teremos sede intensa, boca e lábios secos, olhos encovados, pele seca, dor de cabeça, urina escassa e de cor escura e com cheiro intenso. A desidratação, agravando-se, pode evoluir para tonturas e perda de consciência, em última análise pode pôr a vida em risco, evoluindo para o chamado choque hipovolémico e morte", alerta a médica.
Existem, no entanto, outros sintomas que a médica enumera: "vómitos incoercíveis que impedem a retenção de líquidos ou diarreias muito profusas, sobretudo com duração superior a um dia, quando claramente o volume da urina começa a reduzir - ausência de urina em 6-8 horas - ou tonturas marcadas devem merecer atenção imediata", a par da febre alta.
As formas mais comuns de desidratação são "os vómitos repetidos ou diarreia abundante - pode acontecer em gastrenterites agudas -, febre elevada, exposição prolongada e excessiva ao calor, como por exemplo a insolação ou golpes de calor, e exercício físico de elevada intensidade sem reposição de líquidos e electrólitos", descreve a especialista do hospital dos Lusíadas, no Porto.
Explica que, de entre todas as possibilidades, e dependendo da intensidade e da quantidade de líquidos perdidos bem como da velocidade a que tal ocorre, "os vómitos podem tornar-se mais complicados pela incapacidade do indivíduo em repor as perdas pela via oral, ou seja, não consegue beber já que mantém vómitos constantes", obrigando frequentemente a internamento hospitalar "para que os fluídos possam ser repostos por via venosa, com soros", acrescenta Alexandra Malheiro.

