Mais de seis em cada dez meninas dos 8 aos 14 anos querem ou já usam cremes anti-idade

Um terço das meninas entre os oito e os 14 anos que integraram o estudo admitiu que já considera vir a realizar procedimentos estéticos
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Os rituais de beleza chegam cada vez mais cedo. Estudo realizado junto de raparigas com idades entre os 8 e os 14 anos indica que sete em cada dez segue influenciadoras deste tipo de mercado e que 61% já usa ou revela desejo em começar a aplicar produtos anti-idade na pele, indica investigação.
A preocupação em combater a idade é cada vez mais prematura, e há sinais de que começa ainda antes de se estar na adolescência. Análise realizada junto de meninas com idades entre os oito e os 14 anos, na pré-adolescência e nos primeiros anos de puberdade, vem trazer dados sobre o uso de produtos de beleza.
Entre as revelações, o estudo realizado pelo Centro de Pesquisa da Mulher do Grupo Boticário, no Brasil, indica que 61% das inquiridas, ou seja mais de seis em cada dez, já usa ou quer muito começar a usar produtos para retardar o envelhecimento do rosto e quase 1/4 delas (22%) já aplicou produtos anti-sinais. Mais: 1/3 das meninas que integraram o estudo admitiu que já considera, com estas idades, vir a realizar procedimentos estéticos.
A mesma pesquisa revelou que "sete em cada dez raparigas preocupam-se com a opinião dos outros sobre a sua aparência, e um quarto delas já deixou de realizar atividades por causa da sua imagem", lê-se no comunicado enviado às redações. As redes sociais atuam como uma das plataformas de acesso a este tipo de desejos e rotinas, com sete em cada dez jovens a relatarem que seguem influenciadoras de beleza. ""Estamos a observar uma tendência preocupante de pressão estética sobre os jovens, muitas vezes motivada pelas redes sociais", afirma a country Manager do Grupo Boticário Portugal, Rossana Gama, citada em comunicado.
A propósito deste estudo, a marca revela que quer lançar o "Pacto Skincare Responsável", que passa por, num primeiro eixo, "garantir" que nenhum dos ingredientes usados nos produtos "causa efeitos adversos aos seres humanos ou à saúde ambiental, nas condições em que os utilizam: concentração no produto final, área e frequência de aplicação". Num segundo ponto, a insígnia "compromete-se a promover ativamente a educação para um cuidado com a pele mais responsável, especialmente junto do público jovem", reitera a mesma nota. Uma iniciativa que irá passar por, detalha, "desenvolvimento de conteúdos com especialistas e da criação de um hub informativo centralizado, que oferecerá orientações claras, seguras e cientificamente validadas".
Por fim, será introduzido uma espécie de rótulo obrigatório nos produtos a dizer "Recomendado para peles adultas". "O 'Pacto Skincare Responsável' é o nosso compromisso firme para fomentar uma relação mais saudável e informada com a beleza.", justifica Rossana Gama. "Queremos garantir que o autocuidado seja uma fonte de confiança e não de ansiedade, especialmente para as gerações mais novas", acrescenta a responsável.

