
Estudo quantifica benefícios psicológicos e número de vezes médio que os casais fazem sexo
Foto: Pexels
Com a chegada de um novo ano abre-se espaço para objetivos mais concretos. O amor e as relações raramente - ou nunca mesmo - escapam a estes balanços e à definição de novas metas. Sexólogo e autor Fernando Mesquita revela caminhos para uma renovada cumplicidade.
"Ao contrário do que muitas pessoas pensam, melhorar a vida sexual não começa na cama. Começa na forma como o casal vive a intimidade no dia-a-dia". Desfeito que está este mito que alicerça tantos amores, nada como começar o ano a tentar de novo, mas melhor.
O psicólogo clínico, sexólogo e autor de literatura nesta matéria revela que é tempo de "marcar momentos a dois, sem filhos, sem tarefas e sem distrações digitais". Fernando Mesquita vinca, em resposta por escrito, que "importa também desconstruir a ideia de que o toque tem de levar a sexo e o sexo tem de culminar num desempenho específico". Pede-se, então, "momentos para recuperar o toque como espaço de exploração, curiosidade e prazer, sem pressões e sem a expectativas de que o corpo deve reagir desta ou daquela forma". Falar abertamente sobre desejo, vontades e prazer abrirá novas portas, afinal, não será de estranhar que "aquilo que excitava há dez ou 20 anos pode já não fazer sentido hoje", aponta.
E se por um lado importa rever o presente e traçar novas perspetivas, por outro urge travar hábitos que em nada favorecem os novos objetivos. "Em primeiro lugar, é importante não esperar resultados diferentes se fizerem tudo da mesma forma, cuidem da relação como cuidam da saúde", pede, lembrando o papel da prevenção. "Tal como não se deve ir ao médico apenas quando se está doente, os casais não se devem preocupar com a relação apenas quando ela não está nos melhores dias", alerta o psicólogo clínico.

Num segundo patamar, Mesquita evoca a importância de "introduzir pequenas mudanças na rotina". "Não são necessárias grandes viagens ou mudanças radicais", avisa. Por vezes, sugere, basta um "alterar de horários, trocar de papéis, experimentar pequenas novidades no dia-a-dia", sendo que, na intimidade, tudo isto "ajuda a sair do 'piloto automático' em que tantas relações entram".
Por fim, o sexólogo recomenda que é importante "trocar a crítica pela curiosidade". E detalha: "em vez de apontarem o que o outro faz mal, tentem compreender o que poderá estar por detrás desse comportamento." Afinal, "as relações saudáveis não são as que não têm problemas, mas as que se permitem evoluir antes de ficarem presas aos mesmos vícios de sempre", sublinha o especialista.

