
Super Dragões e Colectivo 95, do F. C. Porto, estão entre as 14 claques que anunciaram ir boicotar os jogos da Taça da Liga
Foto: Pedro Rocha
Claques criticam o novo formato da Taça da Liga e, sobretudo, estão contra a internacionalização da competição, prevista pela Liga, que consideram um "flagrante desrespeito" pelo adeptos que vivem o futebol e os seus clubes de forma leal e apaixonada.
Em comunicado, as claques de sete dos finalistas na edição de 2024/25 da Taça da Liga - Armada Alvinegra (Nacional); Juventude Leonina, Ultras DUXXI, Torcida Verde e Brigada Ultras Sporting (Sporting); Green Devils (Moreirense); Colectivo 95 e Super Dragões (F. C. Porto); Armada Vermelha (Santa Clara); White Angels, Insane Guys, Gruppo 1922 (Vitória de Guimarães); Red Boys e Bracara Legion (Braga) - e a Associação Portuguesa de Defesa do Adepto anunciam a intenção de boicotar a competição, que arranca no fim do mês, com a disputa dos jogos dos quartos de final, a saber: Sporting-Nacional (dia 29); Benfica-Santa Clara (dia 30); Braga-V. Guimaães e F. C. Porto-Moreirense (dia 31).
"A direção da Liga, e em particular o seu presidente [Pedro Proença], demonstram assim que toda a retórica em torno da relevância do papel do adepto no futebol não passa disso mesmo, de retórica e marketing bacoco, com a finalidade de ludibriar os mais desatentos. Realizar jogos de uma competição nacional em solo estrangeiro, com a única intenção de encaixar mais uns milhões, é um flagrante desrespeito por todos aqueles que vivem o futebol e os seus clubes de forma leal e apaixonada", lê-se na nota.
Lembram que a Taça da Liga "é criada e suportada com o esforço de milhares de adeptos, com jogos em dias da semana, a horas vergonhosas, criando mais encargos para este fiel público. Para? Para no fim, a cereja do topo do bolo e a ideia de acompanharmos as nossas equipas numa final ou meia-final nos seja tirada. O melhor da festa a Liga oferece à mais gorda oferta".
O que só não aconteceu já com a "Final Four" desta época, lembram, "porque ninguém mostrou interesse ou acenou com o dinheiro suficiente para receber estes jogos no seu território".
Foi tudo isto que, esclarecem, levou as claques a "colocarem rivalidades e divergências de parte, com o objetivo de lutar por uma causa comum: um futebol que respeite aqueles que fazem dele o desporto mais popular e vibrante do mundo, os adeptos!".
"Esta nossa decisão é demonstrativa que germina entre os Ultras portugueses e demais adeptos a consciência de que é hora de unir esforços e cerrar fileiras, para que juntos façamos ouvir a nossa voz. Não só contra o novo modelo desta Taça da Liga, mas contra todos os ataques à liberdade e à dignidade de que os integrantes deste movimento e dos grupos organizados e os adeptos em geral têm sido alvo", finaliza no comunicado com o título: "O futebol que nos une, a Liga que nos afasta!"

